Estrela-RS - Carnaval





Carnaval de Estrela

ficou em algum lugar do passado


Para o município que já teve carnaval de rua, de salão, blocos e cordões, Estrela anda um tanto silenciosa nas noites momescas. Pelo menos foi a regra nos últimos anos.


Lembro-me com saudade das escolas de samba “Mensageiros da Alegria”, da Sociedade Rio Branco e “Falácios em Brasa” da Sociedade Ginástica, que faziam uma disputa saudável pelo melhor desempenho, seja nos salões ou avenidas, onde muitos troféus foram conquistados no Carnaval Regional.


Existiam outras escolas de samba que igualmente fizeram muito sucesso: Escola de Samba Academia Estrelense, XV de Novembro, Explode Coração, Estrela Independente, e carnavalescos de grande competência. Tudo ficou na nostalgia, em algum lugar do passado.


Desde o início de cada ano, era comum ver a juventude ensaiada para fazer bonito no carnaval.


Os figurinistas definiam as fantasias e alegorias, de acordo com o tema enredo. Muitas costureiras confeccionando roupas que logo recebiam detalhes, com brilhos, lentejoulas, plumas e paetês.


Até o pessoal que servia de tração para os caros alegóricos recebia bela indumentária, pois transportavam lindas meninas, com luxuosas fantasias, destaques que conquistavam importantes pontos para escola de samba.


Representava muito para os meninos comporem a “bateria nota 10” de cada escola. Ser destaque então era a glória: Comissão de frente, mestre-sala e porta-bandeira, passista, porta-estandarte ou madrinha da bateria.


O pessoal ligado à organização de alas era muito exigente. Cada qual fazia o melhor, para num somatório de todos membros da escola, conquistar notas altas, consignadas por jurados que vinham da capital do estado do RS.


Na frente da Soges ou na Avenida Rio Branco, centenas, milhares de foliões, sem exagero, participavam das noitadas de momo, que iniciavam nas avenidas e terminavam nos salões no raiar do dia seguinte.


Muitos blocos carnavalescos visitavam Estrela, vindos de São Sebastião do Caí, Bom Retiro do Sul, Lajeado, Arroio do Meio, Taquari, entre outros.


Mas aqui e ali, existe uma pequena chama que insiste em não apagar. Por exemplo, no bairro Imigrantes em Estrela, pode se ouvir rodas de samba, patrocinadas pelos meninos lá do morro, que não deixam o samba morrer ou na Sociedade Rio Branco que mantém o Carnaval Infantil. Quem sabe, um recomeço?


Texto: Airton Engster dos Santos

Fotos: Memorial da Aepan-ONG

Orquestra Municipal de Teutônia




Memorial da Aepan-ONG recebe doação

de CDs da Orquestra de Teutônia


O estrelense Luiz Carlos Pereira, que faz parte da Orquestra de Teutônia, como percussionista, gentilmente doou ao Memorial da Aepan-ONG um conjunto de quatro CDs volumes I, II, III e IV, com músicas memoráveis, inclusive com tributo e Ray Caniff e um especial de Natal.


A Orquestra Municipal de Teutônia iniciou sua caminhada com 13 músicos, em 1983. Já em 1986 foi elaborado um projeto para criação da Orquestra Mirim, com alunos da Escola Municipal de Música, cuja idades variam entre l2 a l4 anos.


Com o passar dos anos estes mesmos adolescentes foram incorporando a OMT, dando-lhe energia e vida nova. Hoje a Orquestra é composta por 26 jovens instrumentistas, aqueles que se destacavam pelas habilidades e dons musicais, persistência, dedicação e amor à arte musical, quando freqüentavam a Escolinha.


A OMT é conhecida no sul do Brasil pelo seu repertório sempre atualizado, pela vibração, energia e balanço impostos pelos instrumentais que fazem o público vibrar, dançar, levando os espectadores a extravasarem emoções com sorrisos, lagrimas e suspiros, aplaudindo de pé intensamente.


Tudo isso é fruto de vários anos de amadurecimento coletivo, grande espírito de responsabilidade e de um trabalho incessante.


A Orquestra de Teutônia é uma das primeiras do gênero a investir em expressão corporal, desenvolvendo diversas coreografias para cada música apresentada.


O modelo diferenciado, moderno, inovador, tem levado milhares de pessoas aos Shows e apresentações especiais da Orquestra Municipal de Teutônia.


Os quatro volumes tem produção e condução de Astor Jair Dalferth.


Airton Engster dos Santos

Imagens: Aepan-ONG




Estrela RS - Centro Esportivo


Estrela-RS - Centro Esportivo - Campo começa a receber gramado


As primeiras leivas do gramado do campo central das futuras instalações do Centro Esportivo começaram a ser colocadas esta semana, pela Prefeitura de Estrela, por meio das Secretarias Municipais de Esportes e Lazer (SMEL) e de Desenvolvimento Urbano (SMDU).

O complexo localizado às margens da rua Júlio de Castilhos, do lado oposto ao Parque Municipal Princesa do Vale, terá área construída de 992,55 m2, numa área total de 27.259,53 m2.

O prefeito Celso Brönstrup, acompanhado dos secretários Nardi da Silva (SMDU) e Nardir R. Steffens (SMEL), estiveram na obra acompanhando o andamento.

Celso Brönstrup ressaltou que a obra esta dentro do cronograma e deve ter a etapa conclusa até o final da semana que vem.

“Esperamos que tudo ocorra dentro dos prazos, e que em breve a comunidade estrelense possa usufruir deste espaço esportivo”, mecionou.
Ele ainda comenta que o espaço será o maior do Vale do Taquari para as práticas esportivas.

Já Nardir R. Steffens acrescenta que o Centro Esportivo terá campo oficial de futebol de campo, e pista de atletismo dentro dos padrões.
“Queremos ter uma infraestrutura à altura para atrair atletas de renome nacional”, comenta.

Histórico da obra:
A primeira etapa da obra que iniciou no segundo semestre de 2009 compreendeu o aterramento, elevando a área em 70 cm.

De acordo com o secretário da SMDU, Nardi Afonso da Silva, a segunda etapa abrangeu a drenagem, sendo utilizados 370 tubos de concreto de 60 cm de diâmetro.

A previsão é concluir a obra até 2011.

Texto e Fotos: Josué Garcia

Estrela FC - Campeão do Alto Taquari 1950 - Equipe


Há 60 Anos – A Glória

Estrela FC – Campeão do Alto Taquari


O Estrela-FC, fundado em 17 de novembro de 1931, na Confeitaria e Bar Elite, teve como primeira diretoria eleita: presidente Pedro Luís Mörschbächer; vice-presidente José Massing; 1º tesoureiro Oscar Noll, 2º tesoureiro Oto Stürmer; 1º secretário Aristarco Brasil. Iniciou suas atividades esportivas no potreiro de Albino Leonhardt, no Bairro Oriental. Mais tarde, passou para o Campo da Baixada e finalmente para o atual estádio, Aloysio Valentin Schwertner. Foi registrado no Cartório em 5 de maio de 1948. Filiado à Federação Riograndense de Futebol em 1948


Foi campeão do Alto Taquari e vice-campeão da Zona Leste, sendo destacados os anos 1950 e 1951, no livro “Jubileu de Diamante de Estrela”. Também foi publicado um álbum dos Campeões do Alto Taquari – 1950.


O Estrela FC realizou no ano de 1950, 26 jogos, sendo 11 amistosos, 6 pelo torneio Alto Taquari e 9 pelo Campeonato Estadual de Amadores. Foram 17 vitórias, 6 derrotas e 3 empates. Marcou 64 gols e sofreu 38 contra, com média de 2,5 gols por partida.


A equipe era formada por: Titulares: Amaury, Lamão, Nelsinho, Ataíde, Tito, Laurinho, Talo, Ieié, Prego, Mirinho e Polaco. Reservas: João, Renato, Paulo, Danilo, Waldemar, Geraldo, Theobaldo e Wilson. Técnico: Aloysio Valentin Schwertner. Massagista: Blum.


A Direção do Estrela FC, em 1950 era composta por: Armando O. Gemmer, presidente; Bertholdo Gausmann, vice-presidente; Ernani Oppermann, 1° tesoureiro; Raymundo A. Ely, 2° tesoureiro; Calvino Reis, 1° secretário; José Moesch, 2° secretário e Oswaldo Arenhart, diretor social. Madrinha era a Srta. Eunice Ribeiro Lopes.


A grande comemoração foi marcada com a entrega do “Bolo dos Campeões”, contendo o nome de todos os atletas, ao presidente do clube, Sr. Armando Gemmer, um oferecimento da firma Moinho Cruzeiro do Sul, com a presença de Oscar Chaves Garcia, locutor esportivo da ZYZ-9, Rádio Alto Taquari e do Sr. Oscar Leopoldo Kasper, prefeito municipal de Estrela.


Nome Completo dos Atletas:


Titulares:


Amaury – Goleiro: Amaury Ferreira Gomes;

Lamão – Zagueiro direito: João Caudino Motta;

Nelsinho – Zaqueiro esquerdo: Nelson Schilling Nery;

Ataíde – Half direito: Ataíde Schulz Ferreira;

Tito – Centro médio: Almo Flores;

Laurinho - Half esquerdo: José Lauro Horn;

Talo – Ponteiro direito: Antônio Carlos Porto;

Ieié – Meia direita: José João Duarte;

Prego - Atacante: Artidor Dutra;

Mirinho – Meia esquerda: Valdomiro Pereira da Silva;

Polaco – Ponteiro esquerdo: José Kovalski


Reservas:


Theobaldo Pereira da Silva;

Wilson Oswaldo Onzi;

João Novaes Mattos,

Renato Porto;

Paulo Terme;

Danilo Britto;

Waldemar Stephany;

Geraldo da Rocha Freitas.


Pesquisa: Airton Engster dos Santos

Fonte: Livro: Jubileu Diamante de Estrela e Álbum dos Campeões do Alto Taquari – 1950.

Documentos do acervo do Memorial da Aepan-ONG



Estrela FC - Campeão do Alto Taquari 1950 - Defensores





Estrela FC - Campeão do Alto Taquari 1950 - Meias



Estrela FC - Campeão do Alto Taquari 1950 - Atacantes



Estrela FC - 2009


Estrela FC está de volta

Em dezembro de 2009, a direção do Estrela FC, anunciou a oficialmente a retomada das atividades da agremiação.

Em março de 2009, um grupo de 25 conselheiros reuniu-se e definiu um novo modelo de administração para o clube. Trabalhar na formação de atletas, revelou o presidente, Adriano Scheeren, natural de Arroio do Ouro.

Desde então, o grupo trabalhou buscando na Justiça, junto ao Cartório e na Receita Federal as pendências existentes. Agora o Estrela FC está devidamente legalizado.

Outra prioridade é a manutenção dos vestiários e iluminação no Estádio Municipal Aloysio Valentin Schwertner.

O Secretário de Esportes e Lazer de Estrela-RS, Nardir Rosemundo Steffens foi importante colaborador nesta fase de reestruturação do clube estrelado.

Texto: Airton Engster dos Santos

Foto: Memorial da Aepan-ONG

Há 100 Anos em Estrela-RS - Século XX – Ano 1910




Há 100 Anos em Estrela - Século XX – Ano 1910:


- Foram registrados durante o ano de 1910: 791 nascimentos, 161 casamentos e 184 óbitos.


- População de Estrela em 1910: 21.966 habitantes.


- Funcionava em Estrela 58 aulas com 2.881 alunos.


- Foram alistados para o serviço militar: 87 jovens.


- Em 1° de janeiro de 1910, toma posse o 4° vigário da Paróquia Santo Antônio de Estrela, P. Maximiliano de Lassberg.


- Em maio de 1910, o município de Estrela recebeu a visita de S.exa.revma.d. João Becker, arcebispo de Porto Alegre.


- Por Ato de sete de maio de 1910 é nomeado pelo Intendente Pontes Filho, o cidadão Fernando Erdmann Scheeren, para exercer as funções de vice-intendente de Estrela.


- Em julho de 1910, é inaugurada na Vila, a agência do Banco da Província do Rio Grande do Sul.


- Por Ato número 148, de 31 de agosto de 1910, é nomeado para exercer as funções de sub-intendente, do 2° distrito municipal, o cidadão Felipe Cassel, em substituição ao cidadão Germano Genehr.


- Em 16 de agosto de 1910, é assinado pelo intendente Pontes Filho e o intendente de Taquari, Dr. Manoel Campos Romero, um contrato de tráfico mutuo de serviço telefônico entre os dois municípios.


- Em Ato de 30 de outubro de 1910 nomeia para encarregada do Centro Telefônico Pinheiro Machado a Sra. D. Carolina Cassel em substituição a senhorita Aurora Monteiro Vasques.


- Por Ato 168 de 28 de dezembro de 1910, é nomeado para carteiro do Centro Telefônico da Vila, o cidadão Olmiro de Azevedo Palmeiro.


- Por Ato número 162, de 29 de dezembro de 1910, o intendente Pontes Filho dá nome a Rua Coronel Brito.


Pesquisa: Airton Engster dos Santos

Fonte: Álbum do Cinqüentenário de Estrela – Documento do Acervo do Memorial da Aepan-ONG

Baré Cola - Refrigerante Polar Antactica


O refrigerante Baré foi uma experiência bem sucedida da antiga Polar-Antártica, estabelecida na cidade de Estrela-RS. Esta unidade fabril da Antártica fabricava cerveja da marca Polar e Antarctica e refrigerantes como Baré Cola, que era acondicionado no mesmo vasilhame (garrafas) da cerveja.


Teve excelente aceitação pois era bem mais barato e tão saborosa quanto as outras colas: Coca-Cola e Pepsi-Cola. Com a incorporação da fábrica de Estrela, pela Antartica paulista, e a posterior fusão que resultou na AMBEV, o refrigerante foi suspenso, permanecendo apenas a cerveja Polar. A fábrica de Estrela-RS encerrou suas atividades em 2006.


Pesquisa: Airton Engster dos Santos

Imagem: Memorial da Aepan-ONG


45 Anos dos Grupos Folclóricos de Estrela



Noite Mágica Nos 45 Anos dos Grupos Folclóricos de Estrela !

Dezembro-2009

Fotos: Luiz Carlos Freitag

Estrela-RS - Ginásio Oscar Chaves Garcia



Ginásio Oscar Chaves Garcia


A Prefeitura de Estrela-RS entregou em 16 de dezembro de 2009, a comunidade escolar do Bairro Imigrantes, um amplo e moderno ginásio esportivo, que recebeu o nome de ginásio Oscar Chaves Garcia, transferindo o nome do antigo ginásio municipal demolido por falta de segurança.


As obras do ginásio iniciaram no ano de 2007, um ambicioso projeto com 1.022 metros quadrados, projetado pelo arquiteto da prefeitura Dílson Metz, com investimento de aproximadamente R$ 600 mil com recursos do poder público.


O local era o sonho da Escola Municipal de Ensino Fundamental Odilo Afoso Thomé, que lutou juntamente com o Circulo de Pais e Mestres (CPM) pela construção. “Hoje podemos ver que nosso esforço e que a boa vontade do prefeito Celso Brönstrup tornou-se realizada. Essa obra tem um grande valor educacional para os alunos, com certeza será o local para o desenvolvimento cultural, social e artístico”, ressaltou a diretora do educandário Claudia Fabiana Eckhardt.


Durante a solenidade de inauguração diversas apresentações artísticas realizadas pelos alunos encantaram as autoridades e o público, o aluno Ismailer Daniel dos Santos, vencedor do concurso regional de oratória, arrancou calorosas palmas com o seu discurso.


O prefeito Celso Brönstrup, que acompanhou a cerimônia, enfatizou o compromisso que a Administração tem com a educação com a construção de locais modernos e propícios para a prática de atividades físicas e culturais. “É mais uma obra que toda a comunidade estrelense poderá usufruir, uma conquista de todos nós”, mencionou.


Também presente na cerimônia a esposa do agraciado Oscar Chaves Garcia, dona Talita E. Garcia, de 91 anos, mãe do jornalista global Alexandre Garcia, que esteve acompanhada da neta e bisneto, ficaram emocionados pela homenagem.

Fonte: Prefeitura Municipal de Estrela-RS



Estrela-RS – Presépio Gaudério - CTG Estrela do Rio Grande



Estrela-RS – Presépio Gaudério


Em dezembro de 2009, dentro da programação natalina, o Parque Princesa do Vale foi palco de um grande evento cultural promovido pelo CTG Estrela do Rio Grande.


Inicialmente houve a apresentação do renomado cantor e tradicionalista do Rio Grande do Sul, Antônio Gringo acompanhado de Los Hermanos Argentinos.


Depois os tradicionalistas apresentaram uma peça ao ar livre “Presépio Vivo Gaudério”, acompanhados pela Orquestra Municipal de Estrela.


O vereador e tradicionalista Juarez Fülber foi o responsável pelo evento. Contou ainda com apoio do Núcleo de Cultura de Estrela, Bertholdo Gausmann.

Fonte: www.nossadica.com.br



Deraldo Goulart - Jornalista Estrelense

Jornalista Estrelense recebe prêmio


O prêmio Direitos Humanos de Jornalismo, foi recebido no dia 10 de dezembro de 2009, pelo jornalista estrelense Deraldo Goulart, em Porto Alegre.


A premiação é oferecida pelo Movimento de Justiça e Direitos Humanos (MJDH) e Ordem dos Advogados do Brasil, seccional Rio Grande do Sul, com apoio da Associação de Repórteres Fotográficos e Cinematográficos do RS (ARFOC/RS), instituído em 1984, visando estimular o trabalho dos profissionais do jornalismo na denúncia das violações e na vigilância ao respeito aos Direitos Humanos.


Com direção do jornalista Deraldo Goulart o documentário premiado sobre Jango – ex-presidente do Brasil (1961-1964) cassado pela Ditadura dos Anos de Chumbo, traz relatos de vários protagonistas dos fatos que culminaram com um Golpe Militar no País.


A questão da morte do ex-presidente em 1976 de ataque cardíaco, que até hoje suscita muitas dúvidas também é muito bem abordado no documentário, que segundo testemunha recente foi morto a pedido do governo brasileiro.



Cartório Eleitoral de Estrela-RS

Cartório Eleitoral de Estrela-RS


Inaugurou-se em dezembro de 2009, no município de Estrela-RS a nova sede do Cartório Eleitoral da 21ª Zona, localizada na Rua Dr. Tostes, 180 esquina com a Rua Tiradentes.


Instalação fica nas proximidades do Fórum, Ministério Público e terminal de ônibus.

Fizeram-se presentes o diretor-geral do Tribunal Regional Eleitoral (TRE), Antônio Augusto Portinho da Cunha; a juíza eleitoral Cristina Lopes Nogueira; e a vice-prefeita de Estrela, Irene Terezinha Heim Veloso da Silveira (PPS), entre outras autoridades.


A juíza Cristina Lopes comentou sobre a preocupação do cartório em tornar o novo prédio acessível a todos os eleitores, inclusive aos portadores de necessidades especiais.


Também aproveitou para agradecer ao Tribunal Regional Eleitoral por permitir a mudança de sede e prestar auxílio durante todo o processo.

Além de Estrela, formam a 21ª ZE os municípios de Colinas, Bom Retiro do Sul e Fazenda Vilanova, que juntos somam mais de 37 mil eleitores.


O cartório presta expediente de segunda a sexta-feira, das 12h às 19h.


IECLB - Estrela - Caminhada Luminosa 2009

Em dezembro de 2009, aconteceu a caminhada luminosa da Creche Colméia de Estrela com a participação da comunidade escolar.

Antes, aconteceu o culto na igreja da Comunidade Evangélica de Estrela (IECLB) com a encenação do presépio pelas crianças da creche.


A caminhada culminou na praça da Matriz, Mena Barreto, onde o Papai Noel chegou trazido pelo caminhão do Corpo de Bombeiros de Estrela.


Houve grande distribuição de brinquedos, balas e chocolates pata petizada.



Estrela-RS - Tudo é Natal





Estrelart - Feira de Artesanato de Natal 2009





4º Tremendo o Vale - Estrela-RS

Estrela-RS - Escadaria devolvida para comunidade





Cascalho símbolo de uma conquista

Ao se consolidar a reabertura das ruas Coronel Flores e Arnaldo J. Diel, parte interna do antigo complexo Polar/Antarctica, e da recente demolição de duas edificações na junção das mesmas, o que garantiu a retomada por parte da cidadania de um espaço histórico e ambiental de acesso ao Rio Taquari, por onde nasceu a cidade de Estrela, pode-se imaginar que o cascalho da 13 é o grande vitorioso.

O cascalho da 13, mas que cascalho? Sim isso mesmo, em 1979 no dia 13 de maio, os moradores da rua de mesmo nome inauguraram um monumento cujo objetivo representava um sonho: a retomada da relação da cidade com seu rio, que fora inviabilizado em 1974, quando a Polar/Antarctica recebeu da administração municipal da época a doação da área que além das ruas, fechou também o acesso à escadaria do antigo Porto de Estrela, construído em 1924 e um trapiche antigo. Duas estátuas, Adão e Eva foram transladadas até a escadaria da rua Chá-Chá Pereira, onde permanecem até hoje.

Na verdade o monumento que se constitui de um cascalho grande sob uma base de cimento com uma placa alusiva, teve que esperar pacientemente por 30 anos e 6 meses para ver consolidado o sonho daqueles que o idealizaram.

Muitos já não estão entre nós, porém a saudade do Rio Taquari ficou simbolizada no monumento, que por fim atinge o objetivo daqueles que nunca deixaram de sonhar com a situação presente do local.

Segundo projeto da Prefeitura de Estrela, a escadaria deverá ser reconstruída e as estátuas que representam o comércio e a indústria deverão retornar para casa.

Dizeres da Placa do “Monumento do Cascalho”:

Legítimo cascalho do Rio Taquari,
espécie extinta que já fazia parte
da vida da comunidade.
Homenagem da Rua 13 de Maio
a comunidade que anseia reconquistar seu Rio.
103 Anos – Estrela – 13 de maio de 1979.


Texto: Airton Engster dos Santos
Imagens: Aepan-ONG

Estrela-RS – Garota UAME 2009






Estrela-RS – Garota UAME 2009

O baile de escolha da Garota UAME 2009, da União das Associações de Moradores de Bairros de Estrela, foi realizado em novembro na sede da AMBI – Associação dos Moradores do Bairro das Indústrias.

A promoção teve apoio da Rádio Studio FM, comemorando também seu segundo aniversário.

As candidatas foram: Julia Graziela Meinerz do bairro das Indústrias, Aline Franciele Orsolin do Cristo Rei, Ana Paula Pereira do Moinhos, Letícia Quinot do Pinheiros, Bárbara Andressa da Silva do Oriental, Daniela Horst do Imigrantes, Maria Eduarda Rigatti da Boa União e Lisiane Eidelwein do bairro Auxiliadora.

O Corpo de jurados ficou assim constituído: Juarez Filber da Câmara de Vereadores, Paulo Fink presidente da Câmara de Dirigentes Lojistas, Capitã Carine Pires Soares Brum do 40º BPM, Antônio Köhler presidente de Honra da Uame, Mariana Muller Miss Estrela 2009, Nilza Orighela promotora do Mundo da Moda, Letícia Beatriz Birck representando a Prefeitura de Estrela, Edimir Baldissera presidente da Associação Comercial e Industrial de Estrela e Marisete Mallmann da Uambla.

A primeira Garota Uame é Aline Franciele Orsolin, do bairro Cristo Rei.
A 1ª Princesa é Letícia Quinot do bairro Pinheiros, 2ª Princesa Daniela Horst do bairro Imigrantes e Miss Simpatia é Bárbara Andressa da Silva, do bairro Oriental.

As faixas foram entregues, respectivamente, pelo presidente da UAME Celso Machado, Secretário Municipal de Esportes e Lazer Nardir Rosemundo Steffens - o Gardel, Diretor Presidente da Rádio Studio André Salter e pela Garota Stúdio Daniela da Costa.


Prêmio Gestor Público 2009 – Estrela-RS recebeu sete premiações




Prêmio Gestor Público 2009 – Estrela-RS recebeu sete premiações

No dia 10 de novembro de 2009, o município de Estrela recebeu sete premiações, na 8ª Edição do Prêmio Gestor Público, realizado em Porto Alegre, no Teatro Dante Barone da Assembléia Legislativa, pelo Sindicato dos Auditores de Finanças Públicas do Rio Grande do Sul (Sindaf/RS).

As duas maiores distinções foram conferidas com o Troféu Prêmio Destaque – Tecnologia da Informação e Troféu Prêmio Especial, ambos referentes ao Programa Estrela Cidade Digital, votado por unanimidade pela comissão julgadora.

Para o prefeito de Estrela, Celso Brönstrup, a premiação de todos os projetos apresentados foi uma surpresa satisfatória, reconhecendo a gestão e o esforço que todos emprenharam para chegar a excelência. “É gratificante quando o esforço de toda uma Administração é laureado, trazendo resultados reais para a comunidade. Isso mostra que estamos no caminho certo, inovando e tornando-se referência para o Rio Grande do Sul”, ressaltou o prefeito em seu discurso.

Os seis projetos premiados de Estrela foram:

- Agroindústrias (Certificado de Reconhecimento);

- Vida Saudável (Certificado de Reconhecimento);

- Bombeiros Mirins (Certificado de Reconhecimento),

- Corredor Ecológico (Certificado de Reconhecimento);

- Estações Compactas de Tratamento de Esgoto – Uma alternativa Econômica e Eficaz para a Promoção do Saneamento Básico (Menção Honrosa);

- Programa Estrela Cidade Digital (Troféu Prêmio Destaque – Tecnologia da Informação e troféu Prêmio Especial).


La Salle é um marco histórico dos 133 anos de Estrela-RS




“A La Salle é um marco histórico dos 133 anos de Estrela-RS”


O prefeito Celso Brönstrup participou do lançamento oficial do 1º vestibular da Faculdade de Tecnologia La Salle Estrela.

A solenidade aconteceu no dia 03 de novembro de 2009, nas dependências da instituição de ensino e contou com a presença da direção da La Salle, além de outras autoridades.

Em seu pronunciamento, Brönstrup não escondeu a satisfação de estar prefeito de Estrela quando do início das atividades da primeira instituição de ensino superior.

“A La Salle é um marco histórico dos 133 anos de Estrela”, afirmou o prefeito, acrescentando que agora “o Município está pensando numa área para construção da sede própria da La Salle”.

As inscrições para o Vestibular La Salle 2010 já estão abertas feitas até o dia 16 de dezembro de 2009.

A prova será dia 19 do mesmo mês e os cursos ofertados neste primeiro vestibular são os seguintes: Tecnólogos de Nível Superior em Secretariado (2 anos), Gestão de Turismo (2 anos), e, Agronegócio (3 anos).

7ª Expowink - Estrela-RS




Expowink 2009 em Estrela-RS

A 7ª Expowink foi marcada pela união entre os municípios de Estrela e Teutônia, cuja localidade de Linha Wink divide as duas cidades.

Estiveram presentes no ato da solenidade oficial de abertura, diversas autoridades locais, regionais e estaduais, que destacaram a força da comunidade para realizar o evento.

O prefeito de Estrela, Celso Brönstrup, destacou que a feira retrata o potencial e as oportunidades, consolidando o desejo e o empenho das pessoas envolvidas na organização.

Brönstrup Disse ainda que a feira representa uma vitrina de oportunidades.

Tânia Silva da Comissão de Organização afirmou que a Expowink é um exemplo do que se pode fazer um grande evento com a união de muitos voluntários.

Também elogiaram a organização o presidente da Cooperativa Languiru, Dirceu Bayer; o diretor da Sulgás, Ademir Schneider; o deputado federal Renato Molling; o vice-presidente do Sicredi Ouro Branco, Inácio Berwanger; e o deputado estadual Marquinho Lang.

Estrela-RS - Escadaria devolvida para comunidade





Demolição devolve escadaria à comunidade de Estrela-RS

Em novembro de 2009 houve a demolição de um prédio da antiga cervejaria Polar, localizado na Rua Coronel Flores com a Arnaldo J. Diel.
Primeiro com um ato simbólico, o Prefeito Celso Brönstrup e o Dr.Werner Schinke deram a marretada inicial no prédio que estava construído exatamente em cima da velha escadaria.
Celso Brönstrup, prefeito de Estrela disse que “o patrimônio histórico e paisagístico está sendo devolvido para população estrelense”.

A demolição permite acesso à escadaria do Rio Taquari que deverá receber melhorias transformando-se num verdadeiro ponto turístico.

A escadaria foi construída em 1924 juntamente com o antigo Porto de Estrela e um trapiche que foram utilizados por meio século.

Em 1974, a Indústria de Bebidas Antarctica Polar S.A. recebeu a doação do local da administração municipal da época e a utilizou por 35 anos.


Estrela-RS – “Projeto Ler é aprender”



Estrela-RS – “Projeto Ler é aprender”

O projeto “Ler é aprender” está disponibilizando quatro caixas de leitura à comunidade.

As mesmas foram colocadas na Praça Menna Baretto (“Praça da Matriz”), Posto de Saúde Central, Pronto Socorro do Hospital Estrela, e, no Parque Municipal Princesa do Vale.

Trata-se de uma iniciativa da Prefeitura de Estrela, por meio da Secretaria Municipal de Educação, Cultura e Turismo (Smectur).

De acordo com a secretária Juliana Moraes, as caixas de leitura foram confeccionadas pela equipe de Supervisão e o objetivo do projeto é alcançar livros, artigos e revistas, além de outros materiais literários, às pessoas da comunidade.

Colégio Martin Luther - Estrela-RS

Vôlei do CML é Campeão Nacional


O Colégio Martin Luther, de Estrela, conquistou um título inédito em outubro de 2009: campeão da Olimpíada Nacional da Rede Sinodal de Educação (ONASE).


E o primeiro título desta importantíssima competição veio logo em dose dupla, nas categorias infantil e infanto-juvenil feminino. Disputada em Blumenau/SC, dos dias 21 á 24, as quadras do colégio Barão do Rio Branco receberam escolas do Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paraná.


O evento que chegou em sua 45° edição foi disputado, além da modalidade voleibol,
também no basquete, no qual o educandário estrelense obteve a terceira colocação com a equipe do professor Ademir Uebel.


A comissão técnica que acompanhou a delegação, composta pelo supervisor Marcelo Sehn, os técnicos Rodrigo Rother e Juca Klein e o preparador físico Luis Eduardo Dacol, levou as equipes infantil e infanto-juvenil de voleibol á uma campanha invicta nas duas categorias.


Foram 5 partidas em cada e 5 vitórias, sendo que na infantil, nenhum set perdido mostrou a superioridade e o brilhantismo da equipe.


Para o técnico Rodrigo Rother, a conquista foi resultado de um planejamento de longo prazo: “Vínhamos perseguindo este título a muito tempo e trabalhando com as meninas desde pequenas neste sentido.


Estamos muito felizes por vencer de cara as duas categorias e agora vamos comemorar muito esta grande conquista”.

Fonte: www.nossadica.com.br

Estrela-RS - Centro Cultural


Estrela-RS - Centro Cultural


O município de Estrela vai receber um Centro Cultural, que estará localizado na antiga sede da Secretaria Municipal de Desenvolvimento Urbano (SMDU), na rua Bruno Schwertner, 187, no Centro.

A empresa responsável pela edificação do prédio será contratada via concorrência pública.

De acordo com Clóvis Horn, responsável pelo Departamento de Compras da Prefeitura de Estrela, o edital relativo à concorrência pública já foi publicado nos jornais oficiais do Município e se encontra disponível no site www.estrela-rs.com.br.

A abertura das documentações e das propostas das empresas participantes deve acontecer no dia 05 de novembro próximo.

A primeira etapa da obra está orçada em R$ 307 mil e os trabalhos deverão iniciar ainda em 2009.

Segundo o arquiteto Dílson Metz, responsável pelo projeto do prédio do Centro Cultural, a primeira etapa compreenderá a demolição das antigas instalações da SMU (já realizada) e a construção das fundações e a estrutura até o primeiro pavimento.

O prédio terá 1.816,56m2 de área construída, compreendendo auditório para atividades múltiplas, como teatro, apresentações de musicais e danças, shows e palestras.

A platéia terá capacidade para abrigar 600 pessoas.

Informações: Prefeitura Municipal de Estrela-RS

Estrela-RS - 5º Brincando no Parque - Outubro de 2009



Um domingo especial repleto de atrações levou mais de 3 mil crianças para o Parque Princesa do Vale, para a realização do 5º Brincando no Parque, realizado pela Prefeitura de Estrela por meio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer em parceria com diversas outras pastas.

Inúmeras atrações arrancaram à atenção dos baixinhos como também dos pais que levaram seus filhos para um domingo diferente, em comemoração ao Dia das Crianças. Oficinas de pintura, desenho, moldes em argila, pintura no rosto, brinquedos infláveis, brincadeiras e shows de diversas bandas cover.

O secretário de Esportes e Lazer, Nardir R. Steffens, que acompanhou o evento lembra que a quinta edição do Brincando no Parque foi uma das maiores já realizadas, comprovando a seriedade do evento e o intuído de divertir as crianças. “Queremos sempre proporcionar o que tem melhor para as crianças e também para os pais, trazendo a cada ano novidades e mais diversão para todos”, ressalta.

Fonte: Prefeitura Municipal de Estrela-RS

Rádio Alto taquari de Estrela-RS


Alunos de 3ª série do Ensino Fundamental puderam aventurar-se nas ondas do rádio em projeto para o Dia da Criança


Estudantes de diversas escolas da cidade tiveram uma experiência diferente segunda-feira, no Dia da Criança.

Selecionados por meio de redações, dez alunos de 3ª série puderam sentar-se em frente dos microfones da Rádio Alto Taquari - AM 820 e, por uma hora, conhecer a rotina de um radialista.

Acompanhados de profissionais experientes, leram propagandas e pequenas notícias e foram entrevistados sob os olhares atentos e orgulhosos de pais e irmãos.


Os estudantes foram selecionados por meio de uma redação que teve como tema “Direitos da criança”.

A equipe da rádio recebeu 54 textos e selecionou os dez melhores.

O projeto faz parte do planejamento estratégico da empresa e pretende incentivar o aprendizado e a formação de cidadãos mais responsáveis.

Na foto o radialista Ricardo Dreyer com uma menina participante da programação especial.

Estrela-RS - Memorial da Aepan-ONG

Estrela-FC em 1979 - Jogo contra o Grêmio - Campeonato Gaúcho

Leonel de Moura Brizola no Cine Guarini de Estrela-RS

Antigo Blogo de Carnaval em Estrela-RS

Antigo avião com seu piloto Lino Schwertner


Novas doações ampliam acervo do Memorial da Aepan-ONG


A Associação Estrelense de Proteção ao Ambiente Natural e Cultural, que possuí um memorial de Estrela, recebeu substancial doação de mais dois colaboradores.

Sérgio Schwertner, doou fotos e documentos diversos que foram guardados por seu pai Lino Schwertner (falecido em 2005), do antigo Aeroporto Municipal de Estrela que tinha como localização à área onde está no presente a ex-Farol S/A; do Estrela-FC; de atividades políticas e sociais de Estrela e diversas imagens antigas da cidade.

Lino Silvério Schwertner, foi empresário, piloto aviador, atleta de basquete, atletismo e jogador profissional de futebol. Filho de Bruno Schwertner iniciou no Estrela-FC em 1935, atuando por 15 anos, o mais veloz e voluntarioso ponteiro da região, sendo-lhe feita uma homenagem especial no Álbum dos Campeões do Alto Taquari de 1950.

Outro doador é Neuri da Silva, que foi atleta do Estrela-FC entre 1977 e 1979 e após atuou em outras áreas do clube. São fotos da época em que o Estrela-FC disputou a primeira divisão do Campeonato Gaúcho e sua fanática torcida. Silva como é conhecido no meio esportivo cedeu ainda para Aepan-ONG um DVD com imagens preciosas de jogos entre o Estrela-FC e Grêmio no Estádio Municipal Aloysio V. Schwertner e outro contra o Internacional no Beira Rio em Porto Alegre.

Todo material está sendo digitalizado e em breve estará à disposição da comunidade para pesquisas no Memorial da Aepan-ONG. Alguns trabalhos podem ser vistos em www.aepan.blogspot.com, www.nossadica.com.br ou em matérias especiais do Jornal Folha de Estrela.

Para as pessoas que queiram fazer doações de materiais antigos (filmes, fotos, folders, livros, jornais, outros...), podem entrar em contato com a Aepan-ONG pelo celular: 9132-2266 ou E-mail: aepan@bol.com.br. Todo material é catalogado e garantido crédito ao doador.


Texto: Airton Engster dos Santos

Imagens: Aepan-ONG

Estrela - Rio Grande do Sul - Museu Municipal


Acervo cultural: Prédio histórico vai abrigar Museu Municipal



Na mesma sessão da Câmara de Vereadores em que foi aprovada a criação da Secretaria Municipal de Cultura e Turismo - que vai funcionar a partir de 2010 - o setor conquistou a votação favorável ao crédito especial que disponibiliza verbas do Consulado Alemão para a reforma do prédio que vai abrigar o Museu Municipal.


No momento, graças ao repasse do consulado, instalado em Porto Alegre, a Prefeitura de Estrela já acessou R$ 90 mil de auxílio provenientes de recursos divididos em duas parcelas.


O repasse dos cerca de R$ 35 mil - liberado neste ano pelo cônsul alemão Norbert Michael Kuerstgens e que passou pelo Legislativo na segunda-feira - vai ser novamente licitado.

A partir desse processo e da aquisição dos materiais necessários, a reforma inicia-se, apesar de não haver prazos definidos.

O local que vai sediar o museu foi escolhido pelo ex-cônsul alemão Hans Dietrich Bernhard.

Ele visitou a cidade durante o Festival do Chucrute, em 2006 e 2007, quando foi levantada a hipótese da disponibilização de recursos.

Em outra ocasião, em 2007, esteve na cidade para conhecer pontos turísticos e prédios históricos, quando sugeriu que fosse reformado o imóvel localizado na Rua Borges de Medeiros, número 282, para abrigar o acervo.


Acervo
Depois de o local ser adequado para receber o Museu Municipal, toda a comunidade será convidada a fazer doações de objetos históricos.

Estrela Rio Grande do Sul - Zé Moreno e Sertãozinho

Zé Moreno e Sertãozinho


A dupla Zé Moreno e Sertãozinho ao longo de muitos anos de atividades granjearam a simpatia e o carinho do povo de Estrela e da região do Vale do Taquari. Também se apresentavam nos programas da Rádio Alto Taquari de Estrela-RS.


Sertãozinho até nos dias atuais (2009) apresenta o Programa “O Vale Amanhece Cantando” juntamente com Paulo Eidelwein, aos domingos. Zé Moreno é falecido.


Participando de diversas promoções comunitárias, Zé Moreno e Sertãozinho aos poucos foram mostrando sua arte e talento, chegando a gravar diversos discos (LP), por ocasião do 2° Festival da Música Regional, realizado no Bailão do Darci Silva em 1979.


Receberam também apoio da administração municipal em 1981, através do prefeito Hélio Musskopf, para produção de mais um LP com o título “Juro e Correção Monetária”.


Zé Moreno e Sertãozinho foram dois extraordinários artistas e cantadores da nossa música. Também foram excelentes compositores com diversas músicas de grande sucesso.


Zé Moreno faleceu no início de 2009.


Estrela-RS - Antigo Moinho de trigo e milho - 1956



Moinho Estrelense


Indústria moageira em Estrela, de Ruschel Irmãos, construído em 1956, fabricante das farinhas de milho e trigo.


Farinha de trigo marcas registradas Thomaz e Melita - Rua Cel. Brito, 613 – conforme livro “Município de Estrela 1958” do acervo do Memorial da Aepan-ONG.


Em 1971, houve um grave acidente quando caiu parte do moinho, morrendo soterrado o operário, Sílvio Trapp. Foi desativado no início da década de 1980.


Depois funcionou no local uma empresa do ramo de calçados e mais tarde uma agropecuária.


Em 2002 o prédio foi totalmente consumido por um incêndio.


Os escombros do moinho ainda podem ser vistos até hoje, próximo a ponte do Stangler.


Pesquisa: Airton Engster dos Santos

Fonte: “Município de Estrela 1958” e Clipagem do acervo da Aepan-ONG.


Estrela-RS - 4ª Etapa do Campeonato Metropolitano de Arrancadas 2009



Pelo segundo ano consecutivo a Prefeitura de Estrela por intermédio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer carimba no calendário do automobilismo gaúcho o sucesso de mais uma etapa do Campeonato Metropolitano de Arrancadas, que ocorreu no domingo, dia 4 de outubro de 2009.

Mais de 3 mil pessoas lotaram a margem da rua Frederico Augusto Markus, no Bairro das Indústrias, para assistir os pegas e vibrar com os pilotos, que não pouparam o pé no acelerador.

Foram mais de 20 pilotos, sendo 6 de Estrela, em 16 categorias, numa pista de 200 metros, onde a velocidade máxima foi de 210 Km/h.

Para o secretário de Esportes e Lazer, Nardir R. Steffens, que esteve acompanhando as arrancadas desde o início dos treinos, sediar uma etapa desta no município é fomentar o gosto pela velocidade de forma esportiva e consciente, num ambiente apropriado que educa os amantes da velocidade.

“Estamos sempre buscando para Estrela o que tem de melhor nos campeonatos esportivos nas mais diferentes modalidades. Todos podem esperar que ano que vem terá muito mais”, enfatiza.

A 4ª Etapa do Campeonato Metropolitano de Arrancadas 2009, é promovido por Cia Eventos.
Fonte: Prefeitura Municipal de Estrela-RS

CDL de Estrela-RS feteja seus 40 Anos




CDL Estrela- RS festeja seus 40 anos


Evento reuniu cerca de 600 pessoas e contou com jantar, que marcou a passagem do 40º aniversário do CDL de Estrela-RS.

Na oportunidade houve a posse da nova diretoria da Câmara de Dirigentes Lojistas de Estrela (CDL) e o Jantar-Baile do comerciário.


O evento ocorreu no sábado à noite no Centro Social Cristo Rei. Entre as atrações, o sorteio de mais de cem brindes, uma apresentação sobre os 40 anos de fundação da CDL e a galeria de ex-presidentes.


O presidente que deixa o cargo depois de dois mandatos, Valdenir de Borba, destacou a experiência e aprendizado conquistados à frente da entidade lojista. Para ele, a CDL cresceu com a participação em eventos lojistas realizados por outras entidades.


Borba ainda comentou que entre as ações promovidas durante as duas gestões nas quais esteve no comando, foram destaque os cursos e palestras, a participação na campanha de vendas estadual Liquida Tchê e a retomada do Baile do Comerciário.


Paulo Finck, que assume a CDL pelos próximos dois anos, começou sua carreira profissional como comerciário, há 25 anos.


Há 16 anos é comerciante em Estrela, e nos últimos dez faz parte da diretoria da Câmara Lojista.


Paulo pretende dar seguimento aos projetos da gestão de Borba e reforçar cada vez mais a parceria com o Poder Público para realização de ações em prol do comércio local e em benefício dos consumidores.


Finck ainda pretende aproximar ainda mais os associados da entidade, mantendo os pilares de comprometimento, transparência e credibilidade.


Para o prefeito Celso Brönstrup, a entidade, que completa 40 anos, tem papel fundamental na sociedade.


“A contribuição de cada presidente que passou reflete no presente.” A parceria da entidade com o Poder Público, na realização de campanhas, na opinião do prefeito, tem apresentado bons resultados. Ele espera que a CDL siga com espírito inovador, fortalecendo cada vez mais o setor.


Texto: Luciane Eschberger

Imagem: Virginia Vera Schmitt


100 anos da morte de Nicolau Müssnich Intendente de Estrela – 1908-1909


100 anos da morte de Nicolau Müssnich Intendente de Estrela – 1908-1909

Nicolau Müssnich recebeu o título de Coronel como membro da Guarda Nacional. Foi professor público, escrivão, conselheiro e intendente eleito no município de Estrela-RS. Nasceu em 27 de março de 1860, na Picada Bugerberg, em Dois Irmãos.

Depois de completar seus estudos preparatórios no Colégio Conceição em São Leopoldo, em 15 de dezembro de 1875, matriculou-se na Escola Normal da Província de São Pedro do Rio Grande do Sul, formando-se em 29 de dezembro de 1878.

No ano seguinte, prestou concurso para o magistério, nomeado professor público na Escola Estadual de Estrela, na Rua Tiradentes e na Escola Paroquial São Luís. Criou uma pequena escola onde lecionava latim, francês, inglês, alemão e português, foi músico instrumentista, organista, compositor e dirigente do Coral da Sociedade Santa Cecília, da qual foi sócio fundador, em 25 de abril de 1876.

Nas eleições municipais de 7 de setembro de 1904, foi eleito conselheiro, com mandato de 1904 a 1908, período no qual foi presidente. Nas eleições de 7 de setembro de 1908, foi eleito intendente, com mandato previsto para 1908-1912. Em pleno exercício como Intendente, morreu em 30 de setembro de 1909. Com a lamentável morte de Nicolau Müssnich assumiu o vice-intendente Manoel Ribeiro Pontes Filho.

Nicolau Müssnich é patrono da Escola Estadual de Educação Básica Nicolau Müssnich, localizada no bairro Boa União em Estrela-RS.

Pesquisa: Airton Engster dos Santos
Fonte: “Álbum do Cinqüentenário de Estrela” (1926) e “O Município de Estrela” de Lothar Hessel (1982) – Ambos documentos do acervo da Aepan-ONG.

Os Farroupilhas e suas façanhas - Tema Semana Farroupilha 2009






Os Farroupilhas e suas façanhas - Tema Semana Farroupilha 2009:
O temário da Semana Farroupilha 2009 - “Os farroupilhas e suas façanhas”, tema escolhido pela Comissão Organizadora dos Festejos Farroupilhas, aborda este ano alguns dos momentos mais marcantes do Decênio Heróico. Serão nove atos: A invasão de Porto Alegre, na madrugada de 20 de setembro; o grito de liberdade, referindo-se aproclamação da república rio-grandense; a fuga de Bento Gonçalves do Forte do Mar; a tomada de Rio Pardo; a travessia dos lanchões; a república catarinense, com a invasão de Laguna; a estruturação do Rio Grande como nação; a Assembleia Constituinte e a terceira capital e finalizando com a Paz de Ponche Verde.
Temas anteriores:
2008: “Nossos símbolos: Nosso orgulho”
2007: “Assim se movimentou o Gaúcho”
2006: “Assim se fez o Gaúcho”
2005: “O Gaúcho: Usos e Costumes”
2004: “Os Ideais Farroupilhas”

Imagens de Estrela-RS

Pórtico de entrada da cidade de Estrela-RS - ainda sem a rótula.
Galpão do Cristo Rei enfeitado para o Festival do Chucrute.


Luiz Carlos Freitag - Histórias do Rádio


Aepan-ONG recebe doação do Livro “Histórias do Rádio”


O Memorial da Associação Estrelense de Proteção ao Ambiente Natural recebeu a doação de um livro do escritor Luiz Carlos Freitag. Trata-se da excelente obra “Histórias de Rádio”.


No livro o escritor faz um resgate de diversos fatos, eventos e acontecimentos que fazem parte da história da comunicação radiofônica e de seus protagonistas. Vários profissionais são lembrados com suas peculiaridades e gafes que já são puro folclore. Rico em episódios que até parecem somente história mesmo, mas que Freitag em seu livro jura tratar-se de fatos absolutamente verdadeiros.


Além de proporcionar uma leitura leve e agradável o livro do “Luca” como é também conhecido o escritor, apresenta uma coletânea de fotos que realmente desperta saudades de tempos mais românticos e históricos de Estrela e Vale do Taquari. Principalmente de transmissões realizadas pela Rádio Alto Taquari de eventos com grandes significados: políticos, sociais ou econômicos com a participação do escritor que trabalhou na AM 820 de Estrela por 28 anos incluindo outros profissionais do rádio.


O livro é prefaciado por Paulo Roberto Pochmann de Quevedo, editor e diretor do Jornal Folha de Estrela que também foi colega do escritor na Rádio Alto Taquari de Estrela.


Airton Engster dos Santos, secretário da Aepan-ONG que recebeu o Livro em nome da entidade, disse sentir-se orgulhoso em poder contar com a obra que possui esta amplitude histórica. Parabenizou o escritor pelo trabalho e afirmou que o livro “Histórias do Rádio” já está entre aqueles mais importantes sob ponto de vista histórico e que o mesmo ficará a disposição para consultas no Memorial da Aepan-ONG.


Alex Eurico Santiago


Estrela-RS - O Paladino



O paladino - 88 anos

Fundado em 07 de Setembro de 1921, inicialmente como Jornal semanal.

Em 1924, ainda como jornal, muda a razão social para Cardoso & Irmão.

Em 1926, passa a denominar-se Cardoso & Mayer, posteriormente Mayer & Cia.

Em 1930, muda a razão social para Mayer & Schwertner e é anexado ao jornal, livraria, gráfica comercial e papelaria.

Em 1934 mudar a razão social para Schwertner & Diehl e logo a seguir para Schwertner & Cia.

Em 1941 o Jornal encerra as atividades mas a gráfica e a livraria e papelaria continuam com a firma individual Aloysio Schwertner.

Em 1963 novamente altera a razão social para A. Schwertner & Cia Ltda.

Em 1993 nova fase, pois com a mudança da razão para L.R.Schwertner & Cia Ltda. as atividades se restringem somente a área comercial. A atual razão social L.R. Schwertner & Cia Ltda., situada à rua 13 de Maio, 236 operando com papelaria, livraria, informática, artesanato, artigos para escritório, material escolar, livros (infantis, adultos e didáticos), embalagens, encadernações, plastificações e cópias xerográficas. Dirigem a empresa atualmente Luiz Roque Schwertner e Mariza Maria Feldens Schwertner.

Belkis Carolina Calsa - Infância sem Filosofia

INFÂNCIA SEM FILOSOFIA
“(...) Pois só as crianças e os velhos conhecem a volúpia de viver dia a dia, hora a hora, e suas esperas e desejos nunca se estendem além decinco minutos...” (viver, in Sapato Florido – Mário Quintana).
Estou certa de que uma cirurgia plástica recupera com vantangem o passado perdido, mas qual seria seu similar para recuperar a ludicidade infantil perdida em todo o adulto sério e dogmático?
Acredito também, que, quando o corpo quer brincar internamente, não encontra outra alternativa do que consumir guloseimas.
Levei, contudo, um choque ao verificar, numa recente reportagem da revista Veja, que a criança da atualidade não quer mais brincar! É isso mesmo. Estamos diante da primeira criança da história da civilização humana, que não brinca mais, que acha o brinquedo algo superado, algo assim tipo demodê.
Quer ser imediatamente adulta. Quer usar as roupas da moda, Ter um bom salário e demais preocupações adultas: boa aparência, parceiro amoroso, etc.
O que se pode imaginar com isso? Que o espaço do brinquedo deve, de agora em diante, ficar aos cuidados dos adultos! Que adultos? Evidentemente do filósofo. É Ernildo Stein quem afirma que filósofos são os que apreendem “a resistência contra a destruição de sua ingenuidade” e cita Spaemann “pois motivos tão infantis como freedomand dignity são o único interesse que nos leva a filosofar”.
Qual perigo que corre o filósofo brincalhão? Acreditar e levar muito a sério o próprio brinquedo! “Cansou-se da incerteza, do círculo vicioso daquela guerra eterna que sempre o encontrava no mesmo lugar, só que cada vez mais velho, mais acabado, mas sem saber por que, nem como, nem quando. Sempre havia alguém fora do círculo do gíz. (…)
E anormalidade era precisamente a mais terrível daquela guerra infinita:não acontecia nada. (G.G. Marques).
Pode ser que o filosofo seja o único que mantém intacto o tecido do saco onde guarda seus mais caros brinquedos.
A criança da modernidade tardia que vivemos, envenenada pelos ícones midiáticos, já não sonha, vende a infantilidade pela incogruência adulta que deixa fatalmente esgotado, farto, todos os que adultos são. Essa criança arrasta o saco vazio no niilismo.
O brinquedo definitivamente perdeu a graça, perdeu com ela a sacralidade. Seriedade não combina com prazer.
Belkis Carolina Calsa - Advogada e Professora
Coluna Jornal Nova Geração - Filososofando com Belkis
Na Foto: Belkis Carolina Calsa e Marcia Tiburi do Canal de TV GNT

Estrela-RS - PV- Partido Verde com nova Executiva Municipal

PV de Estrela-RS com nova Executiva:

Desde o dia 06 de agosto o PV de Estrela conta com nova Executiva Municipal:
Presidente: Belkis Carolina Calsa
Vice-Presidente: Jorge Scherer
Secretário: Airton Engster dos Santos
Tesoureiro: Marco Diniz Kaffer
Juventude: Felipe Majolo


A nova Executiva do PV de Estrela já consta no site do TRE-RS

Velhos Brinquedos, Novas Saídas - Por Belkis Carolina Calsa - Advogada e Professora



Velhos Brinquedos, Novas Saídas

Por Belkis Carolina Calsa - Advogada e Professora


Se pudesse oferecer esta reflexão para algo ou para alguém, ofereceria aos meus velhos brinquedos que morreram queimados há cerca de uma década, num galpão velho que meu pai mantinha junto à horta.


Penso neles com a alma como que desabituada do mundo, com melancolia de um tango antigo. Aqueles brinquedos mantinham meu coração eternamente infantil. A infância é a grande metáfora do tempo. “Perdeu-se nos desfiladeiros da névoa, por tempos reservados ao esquecimento, nos labirintos da desilusão”. (Cem anos de Solidão – G.G. Marquers).


Quero falar aqui, brevemente, da importância do brinquedo na construção da subjetividade. Não vou entrar em detalhes. Não pensarei Schopenhauer que afirma haver no homem à ilusão da individuação, que isso certamente responde por egoísmo e é, portanto, a raiz de todo o mal.


O brinquedo é fundamental para que o sujeito conheça a si mesmo, indiferentemente se é praticado no coletivo ou no aspecto individual. O homem se constrói desta maneira, brincando!


O brinquedo constrói o conceito. O brinquedo afasta o medo.


Subjetividade é construção íntima que depende dos contatos do sujeito com o mundo dos objetos, vivos e inanimados. Este contato vai construindo os espaços interiores do sujeito onde efetivamente estará configurado quem ele é.


Tanto o brinquedo é importante neste aspecto pedagógico, que toda uma cultura nele está fundamentada. Há inúmera literatura enaltecendo o incentivo que devem dar os mestres, para ludicidade em sala de aula, nas primeiras séries do curso fundamental.


Ninguém ignora que o brinquedo coletivo desenvolve hábitos de sociabilidade necessários para o convívio harmônico do sujeito com seus semelhantes e, portanto, intersubjetivo, bem como o do sujeito com ele mesmo, e neste caso, sua subjetividade.


O brinquedo que serve para folguedos individuais, longe de fomentar o egoísmo, me parece ser o mais indicado para tentativa de reverter casos graves de desvio de conduta, como no lido de menores infratores. E ninguém parece estar preocupado com isso: Auto-estima e subjetividade. Ambas andam de mãos dadas.


O problema parece ser de que essa criação recente da subjetividade, vinda da individuação do sujeito frente ao grupo, inexistente na idade média, encontra-se hoje ameaçada de esmagamento, de extinção, pela globalização. O marketing é por demais agressivo, a disputa de mercado abusiva. É impossível o recato, qualquer que seja, todos estamos expostos a tudo. Onde fica a liberdade? Onde fica a subjetividade? Desapareceram! É aí que deve entrar a força do brinquedo, na construção deste ideal de intimidade consigo mesmo, e que pode salvar a sanidade mental do sujeito homem.


Existe uma natureza humana? Não sei, mas existe uma natureza brincalhona, no gatinho nascido na última ninhada e no homem que se arrasta de bengala pela calçada.


É possível estabelecer uma relação entre verdade e subjetividade? Para Kierkegaard, citado por Rubem Alves, sim, pois “verdade é subjetividade”. E continua: “É que a verdade habita o mundo do determinismo e os poemas constituem o mundo da liberdade”. E diz ainda mais, que “O poema interdita o dogmatismo por ser, no fundo, uma confissão”. Sendo assim podemos concluir que o poema é o brinquedo do poeta.


Que tal brinquedo serve para esclarecer o que jaz no subconsciente, sendo assim fundamental para a construção da subjetividade. É uma espécie de passado pacificado pelo presente, a infância pela adultez constituída subjetivamente pelo poema-brinquedo.


Belkis Carolina Calsa

Advogada e Professora

Belkis Carolina Calsa é a nova Coordenadora de Cultura de Estrela-RS

Estrela - Belkis Carolina Calsa assumiu, no início da semana, a coordenação municipal de Cultura. A posse ocorreu nas dependências do Centro de Cultura e Turismo Bertholdo Gaussmann, com a presença dos servidores do órgão; da secretária de Educação, Cultura e Turismo (Smectur), Juliana Moraes e sua assessora, Léa Barth.

A coordenadora possui três formações de nível superior: Pedagogia, Direito e Filosofia. Além disso, Belkis Carolina Calsa realizou pós-graduação (especialização) em Ética. Foi educadora por 33 anos, inclusive diretora da Escola Estadual de Estrela, e vereadora na legislatura 1988/92.

“Me senti acolhida”, diz a nova coordenadora, com alegria estampada no rosto. Segundo ela, o primeiro passo será conhecer as atividades que estão em andamento. “Depois vamos implementar novos projetos, sempre discutindo em grupo e contando com o aval do prefeito Celso Bronstrup”, promete Belkis. Por outro lado, o Departamento de Turismo da Smectur segue sob a coordenação de Juliana Jasper. Ambos os departamentos (Cultura e Turismo) funcionam nas dependências do Centro de Cultura e Turismo Bertholdo Gaussmann, no Centro da cidade.


Reunião do IBGE com comunidade estrelense discutiu o Censo 2010





Reunião do IBGE com comunidade estrelense

discutiu o Censo 2010


Na terça-feira, dia 11 de agosto de 2009, tendo por local a Centro de Cultura Bertholdo Gausmann em Estrela, foi formada a Comissão Municipal de Geografia e Estatística.


O objetivo primeiro da CMGE é dar cobertura aos trabalhos de levantamento e mapeamento que o IBGE está realizando visando o Censo de 2010.


Na primeira fase serão apresentados ao CMGE os mapas que irão orientar a coleta de dados e ajudar a localizar áreas para levantamento de dados.


É responsabilidade também da Comissão cuidar para que nenhuma pessoa fique fora do Censo.


Os questionários que serão aplicados levarão em média 20 minutos por domicílio para serem respondidos. Porém será feito uma amostra em 10% dos domicílios nos quais o questionário será mais complexo e tempo de realização será aproximadamente de 50 minutos.


Também os membros da Comissão deverão divulgar a realização de concursos para contratação de pessoal para realização do Censo. Acionar a imprensa para divulgar o Processo Seletivo e o próprio Censo. Para Estrela serão cinco mensalistas os quais serão contratados através de concurso público que será realizado ainda em 2009. Também 28 recenseadores no ano que vem. O Censo terá início em agosto de 2010.


Estrela será sub-área de oito municípios cujo coordenador é Paulo Hamester e coordenador de área é Jones Bianchetti para 40 municípios. Um escritório será montado para dar suporte aos trabalhos de campo, com internet por onde os dados coletados por PDA serão enviados para o Rio de Janeiro.


O Censo Demográfico vai apurar quantos somos, quem somos e como somos. Para tamanho desafio o IBGE vai enviar material de apoio para todas escolas brasileiras com informações sobre a importância do Censo.


A Comissão Municipal de Geografia e Estatística vai acompanhar os trabalhos desde a fase de preparação até o final com a divulgação dos resultados, sempre dando suporte e facilitando para que os dados finais do Censo 2010 representem a realidade de nosso município.


Airton Engster dos Santos

Resumo Histórico de Estrela - Rio Grande do Sul

Resumo Histórico de Estrela-RS


Foi criada colônia do município de Taquari em 1856; Freguesia em 2 de abril de 1873; instituída canonicamente em 11 de agosto de 1873. Elevada a categoria de Vila por Lei Provincial em 20 de maio de 1876, sendo instalado município em 21 de fevereiro de 1882.


O ato de 9 de maio de 1882 criou uma delegacia de polícia Na Vila Santo Antônio da Estrela.


O primeiro vigário da freguesia foi o padre Francisco Schleipen, que celebrou a primeira missa em 24 de agosto de 1873.


A instalação da Vila foi feita pelo presidente da Câmara Municipal de Taquari João Caetano Pereira, que deu posse aos vereadores eleitos: Henrique Theodoro Rohenkohl, Patrício Antônio Rodrigues, Jorge Carlos Lohmann, Tristão Gomes da Rosa, Miguel Ruschel, Bento Manoel de Azambuja e Luis Paulino de Moraes.


Em 7 de janeiro de 1887 tomou posse a segunda legislatura ficando assim constituída: Bento Manoel de Azambuja, Henrique Theodoro Rohenkohl, Patrício Antônio Rodrigues, Adolpho Martins Ribeiro, Joaquim Alves Xavier, Pedro Schneider e Antônio Victor Menna Barreto.


Com implantação de novo regime, foi organizada uma ajunta administrativa constituída pelos cidadãos Luiz Paulino de Moraes, Jacob Schiller e Luiz Jaeger que tomou posse em 13 de janeiro de 1890.


Substitui-a nova junta, formada pelos cidadãos Bento Rodrigues da Rosa, Henrique Hamerle e Luiz Jaeger.


Do presidente da junta, Rodrigues da Rosa, partiu a iniciativa de conseguir do Estado a adoção da bandeira da República Rio-Grandense.


Em 15 de outubro de 1891, foi eleito o primeiro conselho que deveria organizar o município, fazendo parte do mesmo: Julio May, Jacob Schenke, , Henrique Arnt, Nicolau Gerhardt, João Ubaldo Nery, Jacob Wiedt e Miguel Ruschel.


Texto: Airton Engster dos Santos

Colaboração: Jorge Scherer, Lilia Ruwer e Belkis Carolina Calsa



Estrela-RS - Comunicações na década de 1920:


Comunicações na década de 1920:


O município contava com estação telegráfica na Vila de Estrela, centro telefônico e agência de correio na Vila e em Pinheiro Machado, Roca Sales e Corvo.


Jornais


Na Vila de Estrela se publicou durante algum tempo o jornal “O Regional”. Em 1922 publicavam-se os jornais “Correio da Estrella” e “Estrellense”.


Texto: Airton Engster dos Santos

Colaboração: Jorge Scherer, Belkis Carolina Calsa e Lilia Ruwer


Aspectos Sociais de Estrela-RS – Década de 1920

Aspectos Sociais de Estrela – Década de 1920:


Educação

O município de Estrela contava nesta época com grande número de aulas, públicas e particulares com uma população escolar superior a 2.000 alunos.


Dentre os colégios particulares destacava-se o Santo Antônio que era dirigido por freiras.


Sociedades:


Já nesta época havia grande número de sociedades recreativas, literárias, canto e música, tais como: Sociedade Ginástica, Sociedade Musical Santa Cecília, Foot-ball, Sociedade de Tiro Brasileiro, Comunidade Católica de Estrela, Socieda Evangélica de Estrela, Deuttscher Sängerbund, Gesangverein Frohsinn, Gesanverein Eintracht, Gesangverein Brudersinn, Gesanverein Lyra Misst, Deutsche Gemeinde Teutônia Nord, Bauern-Verein Estrelenser, etc...


População e Edificações:


Em 1900, o município de Estrela contava com uma população de 15.923 habitantes; Em 1921 existiam 22.938 habitantes.


O número de prédios em 1918 era de 3.400 e em 1921 subiu para 3.600 em todomunicípio.


Vila de Estrela na década de 1920:


A Vila de Estrela contava com as seguintes ruas na década de 1920:

Dr. Júlio de Castilhos,

Dr. Borges de Medeiros,

Senador Pinheiro Machado,

Coronel Thomaz Flores,

Dr. Fernando Abbott,

Tiradentes, Venâncio Aires,

Chachá Pereira,

13 de Maio,

Marechal Deodoro,

Dr. Tostes,

Ernesto Alves,

15 de Novembro,

Marechal Floriano,

Geraldo Pereira,

Coronel Müssnich,

Campos Salles,

Joaquim Nabuco,

Rio Branco,

General Osório

Dr. Carlos Barbosa,


Texto: Airton Engster dos Santos

Colaboração: Jorge Scherer, Lilia Ruwer e Belkis Carolina Calsa


Dados Gerais da Vila Estrela – Sede do município fim século XIX início século XX:



Dados Gerais da Vila Estrela – Sede do município fim século XIX início século XX:

O número de prédios era de 90 em 1888; 184 em 1911; 225 em 1913; 300 em 1921.


A população da Vila Estrela era de 1.057 habitantes em 1911; de 2.088 em 1921.


Os principais edifícios no início do século XX eram: Igreja Matriz Santo Antônio; Intendência Municipal; Sociedade Ginástica; Colégio Santo Antônio; estabelecimento comercial de Mathias Schneider; Casa de Saúde fundada pelo Dr. Campelli, fábrica de cerveja de Kortz & Dexheimer; Usina Elétrica de Ruschel e Irmãos; fábrica de sabão Costa & Cia; fundição Wirtz & Cia.


A Vila Estrela contava com estação telegráfica e centro telefônico municipal, agência do correio.


Era iluminada pela firma de Ruschel e Irmãos.


A Vila Estrela era progressista, industrializada, movimentada com ótimas edificações, bons hotéis, duas grandes clínicas com hospitais e farmácias, porto de grande movimento, uma bela localidade de colonização alemã.


As ruas centrais eram bem cuidadas, algumas já calçadas com pedras e passeios de laje.


Uma bonita praça bem arborizada chamada Benjamin Constant. No largo da praça ficava a Intendência Municipal, Igreja Matriz Santo Antônio, hotéis, bancos, casas comerciais, cafés, bilhares, barbearias, etc...


O comércio da Vila era representado por importantes casas e indústrias de tecidos, fundição, sabão, cerveja, móveis, caramelos, café, etc...


As maiores construções eram a Sociedade Ginástica e Colégio Santo Antônio.


A Vila de Estrela era muito movimentada com pessoas chegando diariamente em sua grande parte para atendimento nas clínicas especializadas existentes na localidade.

Os cinco hotéis existentes na Vila Estrela estavam sempre lotados, provando desta forma a grande presença de forasteiros.


O lugar era muito aprazível com população alemã e teuta era ordeira, laboriosa e progressista.


Texto: Airton Engster dos Santos

Colaboração: Jorge Scherer, Lilia Ruwer e Belkis Carolina Calsa.

Estrela - Rio Grande do Sul - Comércio e Indústria na década de 1920 - Século XX


Comércio em Estrela-RS nos Anos 1920-1930


O comércio era próspero contado o município nesta época com mais de 150 casas comerciais, com um total superior a 4.500 contos de réis de capital.


Os principais estabelecimentos eram: Mathias Schneider, Luiz Müssnich, José Luiz Ruschel, Leopoldo Dreyer, Albino Closs entre outros...


Estrela era considerado em centro industrial


Contava na década de 1920 com os seguintes estabelecimentos industriais: fábrica de sabão e sabonete Costa; fábrica de Móveis Nils & Cia; fábrica de Cerveja de Kortz & Dexheimer; moinho Ruschel e Irmãos; oficinas mecânicas de Otto Thimming e Bruno Schwertner; fábrica de licores de Kortz & Cia; fábrica de licores e vinagres de Reinoldo Schwambach; fundição de Wirtz & Cia; fábrica de banha de Albino Closs e Cia; diversos moinhos, serrarias, fábricas de laticínios. Possuía na época 53 fábricas com um capital de 1.207:114$500 e uma produção avaliada em 2.512:955$000.


Compra e venda de produtos:


Os principais produtos exportados eram: banha, milho, feijão, alfafa, farinha de mandioca, lentilha, favas, carne de porco etc.


Importava produtos manufaturados, ferragens, louças, açúcar, sal, querosene, gasolina, etc...


Meios de transporte:


O município possuía um sistema de navegação sendo que os portos de Estrela eram diariamente visitados por vapores, gasolinas, e outras embarcações.


Varias eram as estradas para carroças ligando o município aos distritos e outras cidades vizinhas.


Receitas de Estrela:


A riqueza pública em 1920 foi avaliada em 33.462:000$000.


As rendas do município atingiram em 1918 a 169:086$000, em 1922 calculada em 300:000$000. Existiam na época 2.500 contribuintes.


Texto: Airton Engster dos Santos

Colaboradores: Jorge Scherer, Lilia Ruwer e Belkis Carolina Calsa


Produção agrícola e animal – Estrela-RS – Década 1920


Produção agrícola e animal – Estrela – Década 1920


O município de Estrela ocupava uma superfície de 75.000 hectares em 1920.


A área tributada atingiu 72.689 hectares, no valor venal de 10.617:780$000, contando 3.695 contribuintes.


A agricultura representava maior fonte de riqueza do município.


O Censo Agrícola de 1920 apurou os seguintes dados:


Produção Agrícola:

696.060 sacos de milho,

40.286 sacos de feijão,

16.205 sacos de trigo,

2.824 sacos de arroz,

2.183 sacos de cevada,

2.020sacos de centeio,

4.200 sacos de aveia,

8.150 sacos de amendoim,

85.240 sacos de batata inglesa,

3.520 sacos de favas,

1.525 sacos de lentilhas,

302.120 sacos de farinha de mandioca,

1.250 arrobas de fumo.


Produção Animal:

23.858 bovinos,

11.601 Equinos,

2.105 muares,

232.518 suínos,

925 ovinos,

658 caprinos,

309.360 galinhas,

3.215 patos,

3.876 gansos

1.856 marrecos,

843 galinhas angolanas,

362 perus.


Texto: Airton Engster dos Santos

Colaboradores: Jorge Scherer, Lilia Ruwer e Belkis Carolina Calsa



Município de Estrela - Rio Grande do Sul – Primeiros Anos do Século XX


Município de Estrela – Primeiros Anos do Século XX


O município de Estrela possuía os seguintes limites em 1922: Ao sul: município de Taquari; a leste: Montenegro, Garibaldi e Bento Gonçalves; ao norte: Guaporé; a oeste: Encantado e Lajeado.


O território de Estrela era considerado acidentado sendo que as maiores elevações estavam localizadas nos distritos de Pinheiro Machado, Boa Vista, Roca Sales e Corvo. Também com riquíssimos vales, muito povoados e aproveitados pela agricultura. Uma bela várzea ao longo do Arroio Boa Vista.


Um excelente sistema hidrográfico, sendo regado pelo Rio Taquari, e pelos arroios Boa Vista, Campinho, Encantado, Augusto, Conventos Vermelhos, Pirolin, Garnizé, Seca, Corvo, Corvinho, Beija-Flor, Lengler, Arsenal ou Costão, Estrela ou Grande, Ouro, Areia, Bom Retiro, Glückckauf, Schmidt, Tempas entre outros.


No Rio Taquari contava com os passos de São Miguel, Wendt, São Gabriel, Estrela, Boa Vista, Costão, Barra da Forqueta, Arroio do Meio, Corvo, Heineck, Barra das Palmas, Encantado, General Osório, etc...


Contava com os portos de Arroio do Ouro, Estrela, Fundição, Costão, Corvo, Barra da Seca, Roca Sales, Arroio Augusto, Encantado e Campinho.


No território de Estrela à época estavam os morros de Boa Vista, Glückauf ou Teutônia, Roncador, Roncadorzinho, Bicudo, Bicudinho, Teufelsberg, Ano Bom, Seca, Beija-Flor, Capivara, Catharina, Zucker Klumb, Pereira, etc...


Estudo Político - Administrativo


A Lei Orgânica em vigor era de 1892.

Estrela pertencia ao primeiro distrito eleitoral federal e seu eleitorado em 1922 era de 1.320 eleitores federais e 2.900 estaduais.


Compunha o município cinco distritos, a saber: Estrela, Pinheiro Machado, Roca Sales, Corvo e Boa Vista.


A Lei Provincial nº 1.865, de 17 de junho de 1889, criou a Comarca de Estrela que foi extinta em 1892. Em 1922 o município fazia parte como 2º termo da Comarca do Vale do Taquari, com sede na Vila de Lajeado.


O município pertencia a Arquidiocese de Porto Alegre, e contava com as paróquias de Santo Antônio, criada por Lei Provincial nº 857, de 2 de abril de 1873 e instituída canonicamente em 11 de agosto de 1873; a de Roca Sales criada por provisão em 5 de janeiro de 1909.


Além das matrizes o município contava com as capelas católicas de São Vito na Picada Grande ou Novo Paraíso; São Francisco Xavier na Glória; Sagrado Coração de Jesus em Corvo; São Miguel na Geraldo; Nossa Senhora do Rosário no Arroio Augusto; Santo Izidro no Campinho entre outras...


Contava com os seguintes templos luteranos: Vila Estrela, Picada Novo Paraíso, Picada Schmidt, Teutônia Sul, Teutônia Norte, Picada Germano, Corvo, Roca Sales, Picada Seca e Picada Fazenda Loohmann.


Tinha também nesta época uma Loja Maçônica Luz da Teutônia.


Até então o município havia sido administrado por: Coronel Joaquim Alves Xavier, Pérsio de Oliveira Freitas, Coronel Francisco Ferreira de Brito, Tenente Coronel Nicolau Müssnich e Coronel Manoel Ribeiro Pontes Filho reeleito duas vezes.


Airton Engster dos Santos
Colaboração: Jorge Scherer, Lilia Ruwer e Belkis Carolina Calsa

Município de Estrela - Rio Grande do Sul – Início Século XX - Considerações Gerais


Município de Estrela – Início Século XX

Considerações Gerais:


Numa sintese não é possível dar uma idéia precisa do que foi o município de Estrela no início do Século XX, com sua grande capacidade produtora.


Essa idéia só pode ter quem pesquisa nos diversos livros que tratam do assunto, estudando a luz do que era produzido, do que possuía e acreditava sua coletividade.


Do ponto de vista agrícola, o que se via, desde logo, é de que as terras que dispunha Estrela eram esplendidas, prestando-se de maneira admirável, a produção das mais variadas espécies de culturas.


A agricultura, base da riqueza do município de Estrela era muito adiantada tendo no aspecto colonial a grande força impulsora das lavouras em todas localidades.


Era admirável a fertilidade das terras próprias para agricultura cujo fator natural de irrigação sempre contribuiu.


A maior produção agrícola do município era de milho, mandioca, trigo, arroz, fumo entre outras.


A indústria pastoril, por outro lado, também gerava retorno aos produtores.


As terras não cultivadas às margens dos rios e arroios que banham o município eram utilizadas para criação animal, sendo que suas pastagens, querem por sua qualidade, variedade e abundância eram das melhores da região.


A criação de bovinos era destacada no município.


Também importante destacar atuação dos administradores, especialmente do Intendente Manoel Ribeiro Pontes Filho, considerado inteligente, ativo, patriota e bem intencionado. Estrela muito lhe deve por notáveis feitos.


Uma terra rica e bem administrada, assim era Estrela no início do Século XX.


Outra causa para o crescimento de Estrela naquela época, com franca prosperidade, era sem dúvida nenhuma, o seu ótimo sistema de viação no Rio Taquari e estradas para carroças que ligavam o município com outras localidades. Tudo isso favorecia o escoamento da produção de sua indústria e da agricultura.


As comunicações por via fluvial com a capital do Estado e municípios ribeirinhos eram diárias sendo que o Porto de Estrela era visitado por grande número de embarcações, quer vapor, quer a gasolina que aqui chegavam e saiam constantemente, transportando mercadorias e passageiros.


Quanto ao sistema de viação terrestre, era mantido pela administração pública que procurava melhorar e conservar as estradas constantemente. De quando em vez encontrava apoio do governo do Estado do RS.


Estrela possuía também um bom sistema de pontes e pontilhões de rodagem, implantados nas estradas de maior movimento, cortadas por cursos de água, por onde passavam carroças e cavalos transportando as riquezas produzidas na zona colonial.


A população de Estrela era considerada religiosa, trabalhadora e ordeira.

Estrela já possuía ótimos templos religiosos e magníficas escolas.


Com todo esse patrimônio moral e material a grandeza de Estrela era incalculável.


Airton Engster dos Santos


Colaboração: Jorge Scherer, Lilia Ruwer e Belkis Carolina Calsa

Clinica para Cirurgia Dr. Emílio Welke Estrela-RS – primeiros anos século XX

Clinica para Cirurgia Dr. Emílio Welke

Estrela-RS – primeiros anos século XX


Esta importante clínica que antes pertenceu ao Doutor Campelli foi por esse cirurgião estabelecida em 1912, na então Vila da Estrela.


O Doutor Welke competente clinico e cirurgião alemão adquiriu a clinica que dispunha de salas cirúrgicas séptica, de esterilização, exame de olhos, garganta e consultório médico.


Estava devidamente aparelhada para qualquer operação de alta e baixa cirurgia.


Instalada com todo rigor da ciência e higiene, tinha ainda anexo uma farmácia própria, dirigida por competente farmacêutico.


Milhares de pessoas durante o ano procuravam a conceituada clinica e ali se submetiam a exames, curativos e consultas.


A clinica do Dr. Emílio Welke era uma das mais importantes do estado do Rio Grande do Sul.


Airton Engster dos Sasntos

Colaboração: Jorge Scherer, Lilia Ruwer e Belkis Carolina Calsa


Estrela-RS e seus Povoados nos primeiros anos do século XX

Estrela-RS e seus Povoados nos primeiros anos do século XX


Roca Sales:


Sede do 3º distrito. Contava com 70 prédios, alguns bem conservados: Igreja São José, Tiro de Guerra, 2 hotéis, 4 casas comerciais, 2 barbearias, 1 fábrica de carruagens, 2 cerrarias, 2 ferrarias, 2 dentistas e uma população de 400 habitantes.


A sub-intendência estava sob responsabilidade do coronel Napoleão Maioli Primo, está instalado em prédio próprio pertencente ao município de Estrela.


No distrito como um todo incluindo a parte do interior contava com 19 casas comerciais, 5 moinhos, 11 fábricas de aguardente, 2 selarias, 2 curtumes, 2 fábricas de queijos, 2 açougues, 3 sapatarias, 3 funilarias, 2 padarias, 2 carpintarias, 5 alfaiatarias.


Existiam na época 800 prédios com 5.000 habitantes. Era o maior distrito rural de Estrela cuja renda anual era 40:000$000, sendo maior valor da agricultura que era muito variada.


O distrito era forte produtor de banha contando com 8 capelas e vários cemitérios.


Pinheiro Machado:


Sede do 2º distrito, situado na Linha Glückauf antiga Teutônia, era um pequeno povoado que contava com 20 edificações e 100 habitantes.


Possuía importante templo luterano e loja maçônica Luz da Teutônia, oficinas, casas comerciais, centro telefônico e agência de correio.


Corvo:


Sede do 4º distrito. Era na época um pequeno povoado na margem esquerda do Rio Taquari.


Havia a capela do Sagrado Coração de Jesus, templo luterano, casas de negócio, centro telefônico e agência de correios.


Boa Vista:


Era um pequeno povoado situado no fim da picada Glückauf, sede do 5º distrito. Possuía templo luterano, telefone entre outros.


Glória:


Pequeno povoado localizado na estrada entre Teutônia e Bom Retiro do Sul. Nele já existia a capela São Francisco de Assis.


Márquez do Herval:


Estava Situado no 3º distrito mais conhecido pelo nome de Picão.


Costão:


Era ainda um pequeno povoado situado ao norte da Vila Estrela. Nele estava instalada a grande refinaria de banha da firma Albino Closs.

Outras localidades:


Do município de Estrela faziam parte ainda pequenos núcleos e povoações nas picadas Arroio do Ouro, Novo Paraíso, Linha Geraldo, Germano, Lenz, Franck, Delfina, Ribeiro, Catarina, Capivara, Ano Bom, Leopoldina e Arroio da Seca.


Considerações sobre os Povoados de Estrela – Início Século XX:


No início do século XX o mais importante povoado de Estrela era Roca Sales, que já se apresentava naquela época com potencial para ser elevada a categoria de Vila.


O comércio, a industria, as edificações, o número de habitantes davam lugar de destaque para Roca Sales.


O futuro veio a premiar Roca Sales que conquistou sua emancipação político administrativa em 1954.


A povoação de pinheiro Machado, sede do 2º distrito de Estrela era também uma das mais prósperas localidades. Emancipou-se em 1982 constituindo o progressista município de Teutônia.


Corvo também dava sinais de grande pujança na época. Conquistou sua emancipação em 1992 com o nome de Colinas.


Arroio da Seca, de pequena localidade no início do século XX para tornar-se município em 1988.


Pesquisa: Airton Engster dos Santos

Colaboração: Jorge Scherer, Lilia Ruwer e Belkis Carolina Calsa




Estrela-RS - Bruno Schwertner



Bruno Schwertner


Era um ativo e antigo profissional comerciante conhecido por todos moradores de Estrela, estabelecido desde 1896, com relojoaria, ótica, maquinas, artigos de ferro, eletricidade, armas e ourivesaria etc...


Um dos principais estabelecimentos comerciais da Vila da Estrela.


Instalado em vasto prédio próprio, gerava muitos empregos e possuía um capital de 50:000$000 em 1922, fazendo avultado movimento durante o ano.


Bruno Schwertner, profissional competente e muito conceituado pela seriedade com que procedia.


Nos diferentes trabalhos inerentes ao seu especial ramo de atividade comercial e profissional era auxiliado por seus filhos.


Em 1924 montou uma fábrica de relógios de torres de igrejas e prédios públicos que funcionou até 1980.


Airton Engster dos Santos

Colaboração: Jorge Scherer, Lilia Ruwer e Belkis Carolina Calsa

Estrela-RS - Costa e Cia Comercial de 1922




Estrela-RS - Clínica Médico-Cirurgica - Dr. Alexandre Snel – primeiros anos do Século XX


Clínica Médico-Cirurgica

Dr. Alexandre Snel – primeiros anos do Século XX


Fundada e dirigida na Vila da Estrela pelo médico Dr. Alexandre Snel, ex-assistente dos professores Geheimrat Kimmel e Oberarzt Rüder.


Tendo freqüentado os principais hospitais da Alemanha, Eppendorfer-Krankenhaus de Hamburgo, Königliche Klinick de Berlim, o Dr. Alexandre Snel, instalou em 15 de julho de 1914, a sua clinica na Vila da Estrela depois de uma excursão de dois anos pelo mundo cientifico.


Funcionava em prédio próprio, dispondo de bem organizadas seções como salas de cirurgias sépticas asepticas, consultório, gabinete para Raio X e para oftalmo-otorino-laringologia, salas para instrumentos, esterilização, etc...


Era um estabelecimento do gênero mais completo para época dotada de todos requisitos necessários.


As especialidades do Dr. Alexandre Snel eram operações em geral e partos. Ao lado da clínica havia a farmácia bem montada que pertencia ao pai do Dr. Snel.


Durante o ano de 1921, foram atendidas 3.348 enfermos, assim distribuídos: Medicina Geral: 1.886; Psiquiatria: 522; Olhos, nariz, garganta e ouvidos: 448; Alta Cirurgia: 130; Pequena Cirurgia: 304; Exames de Raio X: 58.


O Dr. Alexandre Snel formou-se em 1912 na Faculdade de Medicina de Porto Alegre, seguindo logo após para Europa, a fim de aperfeiçoar seus conhecimentos.


Era um homem extremamente inteligente e preparado razão pela qual era muito conceituado em todo Rio Grande do Sul.

Texto: Airton Engster dos Santos

Colaboração pesquisa de Campo: Jorge Scherer, Lilia Ruwer e Belkis Carolina Calsa


Nils Person Antiga empresa estrelense

Nils Person

Antiga empresa estrelense..


Conhecido industrialista, proprietário de uma grande carpintaria e fábrica de móveis.


Um importante estabelecimento que era movido a vapor, estava instalado em Estrela desde 1912.


Ocupava vasto prédio próprio e mantinha muitos operários, com um capital de 50:000$000 em 1922 fazia do Sr. Nils Person, um dos principais empreendedores do município.


Muito competente em seu ramo de atuação era sempre muito procurado para execução de trabalhos em diversos municípios.


Airton Engster dos Santos



Navegação no Rio Taquari


Navegação no Rio Taquari


A Navegação Arnt, companhia da qual foi fundador Jacob Arnt, prestou relevantes serviços no transporte de cargas e passageiros pelo Rio Taquari e aos produtores coloniais.


Principiou as atividades de navegação em 1875, com o vapor, já velho, Taquary, anteriormente chamado Flecha.


Inúmeras dificuldades foram enfrentadas, mas com o vapor Taquary Jacob Arnt conseguiu organizar uma sociedade com 11 membros com o capital de 14:000$.


Em 1878 era elevado seu capital a 40:000$00 e mandou vir da Alemanha o vapor Teutônia 1.


Até então, a navegação limitava-se a viagens de Porto Alegre a Taquari e vice-versa, e dessa época em diante estendeu-se até Estrela, Lajeado, trabalhando já com outros equipamentos como: lanchas, chatas e outras embarcações pequenas, de pouco calado para enfrentar a baixa do Rio em tempo de estiagem.


Em 1885 comprou o vapor Teutônia 2 e organizou uma nova sociedade com o nome de Teutônia.


Mais tarde vendeu a empresa de navegação para Companhia Fluvial por 80:000$000, da qual era gerente Frederico Haensel.


Quando do falecimento de Haensel, foi eleito gerente Carlos Muller, que não conseguiu manter a companhia que interrompeu a navegação da linha de Taquari.


Então, Jacob Arnt arrecadou três vapores: Taquary, Gaúcho e Bismarck e algumas lanchas por 1.000$000 mensais e, de novo, começou a trabalhar na navegação do Rio Taquari.


Por dez anos trabalhou com arrendamento de vapores, ao custo final de 200:000$000.


Resolveu Ele então em 1905, encomendar da Europa o vapor Brasil.


Com o desenvolvimento da Colônia Teutônia e maior expansão comercial pelo Rio Taquari Jacob Arnt criou agências em diversos portos do Rio Taquari, adquirindo novos vapores e ampliando os serviços de transporte rápido de passageiros e cargas.


Em 1914 Jacob Arnt juntamente com Frederico Arnt, Christiano Fleck, Dr. Francisco de Paula Dias de Castro, Júlio Frederico Born, Leopoldo Jacob Arnt, Alberto Ruschel, Augusto Fett, Adalberto Guilherme Arnt, Arthur Schmitt, e Octacílio Arnt, constituíram a Companhia de Navegação Arnt com capital de 530:000$000.


A Companhia possuía as seguintes embarcações: Vapores: Brasil, Taquary, Boa Vista, Rio Grande do Sul, Venâncio Ayres, Teutônia e Taquara. Gasolinas: Santarém, Erna, Rio Branco, Aurora, Concórdia, Amazonas, General Osório, Pelotas e Filhote. Chatas: Bismarck, Estrella, Triumpho, São Jeronymo, Carlos, Rio dos Sinos, Alliança e Palmas. Lanchas: Bismark, Minerva e Alcina. Botes: Annita, Saldanha da Gama, Brasil, Favorita e mais dezessete botes e canoas auxiliares em tempos de estiagem.


Possuía agências nos seguintes portos no RS e Rio Taquari: Porto Alegre, Pinheiros, Triunfo, Margem, Volta do Barreto, Taquari, Porto Gomes, Porto Mariante, Bom Retiro, Cachoeira Comprida, Porto Wendt, Santarém, São Gabriel, Arroio do Meio, Estrela, Lajeado, Corvo, Encantado, General Osório.


Além dessas agências, os vapores atracavam em diversos portos intermediários para atender as exigências dos serviços de cargas e passageiros.


Em períodos de seca quando o nível do Rio Taquari estava baixo eram contratadas outras embarcações. Em tempos de enchentes as embarcações eram amarradas e feitos reparos naquelas que sofriam avarias.


Haviam os vapores expressos, saindo diariamente de Porto Alegre até Estrela e Lajeado e outro saindo destes dois municípios para Porto Alegre.


Além destes tinham os vapores expressos noturnos de verão.


Conduziam estes vapores cargas, passageiros, encomendas, valores, malas postais, e correspondência avulsa para todos os portos da linha.


Pelo serviço postal a companhia de navegação não recebia remuneração.


Em suas embarcações eram transportadas todo tipo de mercadoria de Porto Alegre para o Vale do Taquari, e deste para Porto Alegre: banha, feijão, milho, batata, erva-mate, fumo, carne, manteigas, aves, ovos, cereais, ficando em média 800 mil volumes anualmente, com 48 mil toneladas, variando o preço do transporte conforme os portos entre 4.000 e 20$000 por tonelada.


O movimento de passageiros ficava em média 30 mil pessoas por ano. O preço da passagem ficava entre $500 e 10$000.


Eram fornecidas passagens de ida e volta, com abatimento no preço em cupons de 10 passagens. Ótimo serviço de copa e cozinha a bordo.

No início do século XX (1920-1930) A Companhia Arnt possuía 350 empregados.


Tratava-se de uma das mais importantes empresas do Rio Grande do Sul naquela época.


Obs. Em Estrela existiam quatro maxambomba, uma das quais pertencentes a Navegação Arnt.


Maxambomba funcionava nas barrancas do Rio Taquari carregando e descarregando mercadorias dos vapores e gasolinas. Na verdade era uma engenhoca muito útil para transpor as altas barrancas do Rio.


Pesquisa: Airton Engster dos Santos.

Fonte: Livro – O Rio Grande do Sul – Volume I – Edição:1922-


Nenhum analfabeto em Estrela-RS

Nenhum analfabeto em Estrela-RS


Em matéria de Slogan para destacar o município de Estrela, o mais importante e significativo foi aquele que todo estrelense tinha na ponta da língua “O Município mais Alfabetizado do Brasil”.


Em 1976, Estrela possuía 39.105 habitantes, dos quais apenas 500 eram analfabetos, um número significativo para época.


E o mais importante, parte dos analfabetos estavam participando das aulas do Mobral – Movimento Brasileiro de Alfabetização, pois a população estava atenta com relação ao problema e todos buscavam identificar pessoas que não sabiam ler nem escrever para total erradicação do analfabetismo.


Além disso, estavam instalados em Estrela cursos de educação integrada, para adultos alfabetizados que ainda não tinham completado a educação fundamental.


Isso significa que Estrela ostentando o título de “município mais alfabetizado do Brasil” também possuía uma mão de obra especializada.


Estrela já contava nesta época (década 1970) com vigorosa rede escolar constituída de treze escolas municipais, onde estudavam 349 alunos (todas no interior do município); Treze escolas estaduais, com 2.674 alunos e mais 36 escolas particulares com 5.744 alunos.


É importante ressaltar que para erradicação do analfabetismo, havia uma constante participação comunitária (escola comunitária) já que o esforço conjunto da coletividade se encarregou de cobrir toda área do município com escolas, contratando por conta de cada comunidade seus professores. Foi assim desde a chegada dos primeiros imigrantes em 1856. A prefeitura municipal ocupava papel preponderante para o sucesso da educação em Estrela-RS, com subvenções para estas escolas.


Na década de 1970 Estrela contava com três escolas de segundo grau.


Com uma rede escolar de tal magnitude, com resultados excepcionais, a comunidade aspirava a implantação do ensino superior. Infelizmente o sonho não se concretizou.


Airton Engster dos Santos


Santa Clara do Sul - Irmã Imeldis



Irmã Imeldis recebeu

Voluntários da Aepan-ONG e contou sua história


Airton Engster dos Santos e Jorge Scherer estiveram visitando o Lar Divina Providência em Santa Clara do Sul quando foram recebidos pela Irmã Imeldis, que contou sua história.


A Irmã Imeldis nasceu no dia 13 de dezembro de 1917. Foi batizada com o nome de Ottília Ruwer, na Igreja São Francisco Xavier, de Santa Clara do Sul. É a 6ª filha de um grupo de 14 irmãos.


Ainda jovem, sentiu o chamado à vida religiosa. Em Florianópolis se preparou para ingressar na Congregação das Irmãs da Divina Providência.


Foi admitida ao Postulado (etapa inicial da vida religiosa) no dia 29 de junho de 1936. Duas de suas irmãs também se tornaram religiosas: Irmã Olívia e Irmã Zita. Um de seus irmãos se tornou sacerdote, Padre Albino, e outro Marista, Irmão José.


Na congregação recebeu o nome de Irmã Imeldis como é conhecida até hoje. Naquela época, todos que entravam para vida religiosaassumian um novo nome para garantir privacidade.


Irmã Imeldis sempre teve vocação para cuidar dos doentes, se formando em enfermagem. Atuou 11 anos no hospital de Lages-SC, depois trabalhou no Hospital Beneficência Portuguesa de Porto Alegre e Pelotas; Arroio do Meio; No São José do Cedro e Pinhalzinho; em Santa Catarina; no Hospital de Caridade e farmácia de Santa Clara do Sul e Hospital Bruno Born de Lajeado. Disse que as irmãs são enviadas para muitos lugares. Antigamente não existia anestesia e as irmãs faziam os procedimentos.


Irmã Imeldis conta que há 33 anos atrás não havia pessoas para levar eucaristia aos doentes. Foi então que o Padre Marino Bohn determinou que ela o fizesse, tornando-se a primeira ministra da Eucaristia de Lajeado.


Também trabalhou na Pastoral do Idoso junto ao Hospital Bruno Born, denominada Pastoral do Espírito Santo, criada em 1987.


Para Irmã Imeldis não existe cansaço. Está sempre envolvida com alguma atividade. Ela se dedica agora à confecção de cartões com mensagens especiais. Também confecciona cartões para doentes em hospitais. Faz também meia e mantas de tricô para os mais necessitados. E tudo isso com 92 anos de idade.


Irmã Imeldis é um exemplo para toda sociedade e igreja de pessoa que se doou durante toda uma vida aos doentes e necessitados.


Foi uma lição de vida para nós da Aepan-ONG, que muito aprendemos com seu exemplo e palavras de encorajamento.


Texto e fotos: Alex Eurico Santiago




Aepan-ONG mantém intercâmbio em Santa Clara do Sul




Aepan-ONG mantém intercâmbio em Santa Clara do Sul

Voluntários da Aepan-ONG, Jorge Scherer, Airton Engster dos Santos acompanhados por Lilia Ruwer visitaram o Lar Divina Providência, museu, monumentos e a igreja matriz em Santa Clara do Sul.

O objetivo é ampliar os conhecimentos sobre a história dos municípios do Vale do Taquari.

Lilia Ruwer atualmente reside em Lajeado, onde possui um trabalho de resgate da memória, possuindo em sua residência grande número de objetos antigos resgatados em toda a região do Vale do Taquari.

Mas Lilia Ruwer é natural de Santa Clara do Sul, motivo pelo qual acompanhou os voluntários da Aepan visitando pessoas que conhecem a história local e também monumentos que representam muito para história do Vale do Taquari.

Cultura em Santa Clara do Sul

Santa Clara do Sul possuí um espaço voltado apenas para a cultura. O prédio de 1888, que já abrigou escola, hotel, delegacia e sub-prefeitura, foi completamente reformado e deu origem ao Centro Cultural, onde está instalado o museu e biblioteca pública municipal da cidade. O prédio, localizado no Centro da cidade, além de valorizar a arquitetura dos antepassados, está facilitando o acesso da população para retirada de livros e visita a exposições de arte e artesanato. Já as peças do museu foram todas catalogadas. Lá, os visitantes encontram instrumentos cirúrgicos, ferramentas de trabalho utilizadas pelo agricultores no século XX, além de fotografias antigas e outras peças.

Museu guarda relíquia usada no combate dos maragatos

A peça mais antiga em exposição no museu é um fuzil usado no dia 28 de maio de 1895, durante a guerra dos maragatos, período em que ocorreu a Revolução Federalista. A arma teria sido usada por um grupo de maragatos que tentavam invadir a localidade de Picada Santa Clara, interior do município. A arma teria sido usada por um dos maragatos, mas falhou durante o combate, sendo substituída pela arma de um outro combatente que estava com a mão ferida. O maragato ferido pediu socorro a um morador das proximidades e deixou a arma como agradecimento pela acolhida.

A guerra dos maragatos é um dos episódios mais marcantes da história de Santa Clara do Sul, e é lembrado em vários logradouros públicos. A principal avenida do município faz alusão ao episódio e leva o nome de Avenida 28 de Maio. Outras ruas ainda levam o nome de personagens históricos que participaram dos combates.

Fotos e Texto: Alex Eurico Santiago


Família Schinke - Um museu em casa




Um museu em casa


Nascida em Taquara, Rio Grande do Sul, casada com o médico Doutor Werner Schinke, moradora de Estrela. Dona Gisela possui em casa um verdadeiro museu.


Os objetos foram adquiridos com muito esforço, mas contou com a ajuda de muitas pessoas que conheciam sua paixão por objetos antigos, também ajudaram com doações, porém uma grande parte veio de herança.


Gerações de pessoas que tiveram paixão pela história guardaram objetos antigos como testemunhos de tempos que não voltam mais.


Dona Gisela contabiliza mais de 3.000 objetos, incluindo livros, da vasta biblioteca, classificados segundo tema, material, procedência, data ou período, estado de conservação, enfim uma verdadeira certidão de cada objeto.


Algumas peças são raríssimas, outras exclusivas, cuja procedência é dos mais diversos países do mundo, porém grande parte da Alemanha, principalmente do Brasil.


É uma verdadeira viagem no tempo, uma aula de história visitar a família Schinke em Estrela.


Dona Gisela aprecia muito os instrumentos musicais que colecionou ao longo de tantos anos, onde se encontram uma tuba-baixo que havia sido exposta na Exposição Mundial de Paris em 1900, mandolinos italianos, uma balalaica russa, um contrabaixo antigo, uma harpa inglesa, violinos, cítaras alemãs, gramofones, instrumentos de sopro, da pequena ocarina ao saxofone, do pistão à tuba.


Objetos de louça inglesa, porcelanas, cristais nacionais e estrangeiros são expostas os dentro de cristaleiras restauradas com maior cuidado e esmero.


A roca, instrumento de fiar o fio de lã, adquirido no município de Teutônia, fazia parte do enxoval das mulheres dos imigrantes, que usavam o fio para seus trabalhos manuais, tricotando meias, pulseiras e abrigos. Passava de mãe para filha a tradição.


A parede da residência museu está cheia de quadros pintados. Dona Gisela herdou o dom da pintura de seu pai, o professor Erich Schulz, imigrante vindo da Alemanha em 1913, antes da 1ª Guerra Mundial.


Dona Gisela participou de muitas exposições de artes plásticas, individualmente ou em coletivas com outros artistas.


Dona Gisela pintou muitos quadros incluído um da escadaria do antigo Porto de Estrela, por onde escoavam a produção colonial da região, partiam e chegavam passageiros de vapores e gasolinas que atracavam diariamente para viagens até os diversos portos do Rio Taquari.


Outra curiosidade é a coleção de pinicos de porcelana com ou sem tampa muito apreciada pela museóloga.


Os instrumentários cirúrgicos antigos, equipamentos de laboratório, apetrechos de enfermagem, consultório dentário, cadeira de dentista, broca movida a pedal, tudo muito bem preservado.


É um trabalho de doação. A família faz o trabalho de manutenção dos objetos orientados por Dona Gisela que fez cursos de museologia e possui muita literatura especializada em antiguidades e como tratá-las.


Dona Gisela há muitos anos recebe visitantes de diversos países e de outros estados brasileiros em sua residência museu.


É uma viagem no tempo conhecer e até sentir de perto a história visitando a casa da família Schinke em Estrela-RS.


Curiosidades sobre os instrumentos musicais:


Balalaica:

Instrumento de três cordas medilhaveis de formato triangular. Russa e Leste Europeu.


Cítara:

Instrumento musical de cordas tensas, com caixa de ressonância de madeira.


Ocarina:

Flauta globular de embocadura, com oito furos.


Airton Engster dos Santos

Fonte: Memorial da Aepan-ONG

Estrela-RS - Local da primeira casa da cidade é demarcado


Local da primeira casa da cidade é demarcado

O Centro Cultural 25 de Julho inaugurou, na última quarta-feira, o marco histórico que assinala o lugar em que foi construída a primeira casa de Estrela. O ponto fica em uma das esquinas do cruzamento das ruas Júlio de Castilhos e Dr. Tostes, junto à sombra de um ipê roxo. Fixada em uma pedra de basalto, está uma placa de aço com a seguinte inscrição: 'Aqui nasceu Estrela'.

No local, o dono da Fazenda Estrela, Vitorino José Ribeiro, mandou erguer sua residência, por volta de 1800. Mais tarde, a propriedade passou para o enteado dele, Antonio Vitor Sampaio Menna Barreto, considerado o fundador do município. Posteriormente, a casa foi transformada em uma hospedaria, passando então para a família Ruschel, que instalou no local um hotel. Em 1954, a estrutura foi demolida e, um ano depois, foi construída ali a residência-museu da família Schinke.

A iniciativa de marcar o ponto que deu início ao povoamento da cidade foi do casal Werner e Gisela Schinke. Eles disponibilizaram o local para demarcar o chão histórico. A iniciativa encontrou apoio na Secretaria de Educação e Cultura do município. A inauguração teve a presença do prefeito Geraldo Mânica, da secretária de Educação e Cultura, Cláudia Costa, entre outras autoridades e lideranças do município.


Fonte: Correio do Povo - Porto Alegre - RS. 24 de dezembro de 2004.



Antônio Carlos Porto


Antônio Carlos Porto

Nascido em Estrela ( RS ), no dia13 de abril de 1930, Antônio Carlos Porto, o "Portinho", como é carinhosamente chamado pelos colegas, foi um dos grandes comentaristas esportivos que o rádio gaúcho conheceu. Iniciou sua carreira no rádio por acaso, na Rádio Alto Taquari, de Estrela, fundada por Arnaldo Belvê. Entrou lendo a publicidade da emissora, na função de " speaker ". Logo, Porto começou a trabalhar como locutor, apresentador, redator. Acabava fazendo praticamente tudo na rádio do interior.

Em 1952, veio para Porto Alegre com a intenção de estudar, já havia feito o ginásio e o curso de técnico em contabilidade. Chegando à capital, seu grande amigo, Ênio Mello, então comentarista esportivo da rádio Gaúcha, PRC2, o convidou a conhecer o jornal "A Hora" , embrião da atual Zero Hora, pois lá havia uma vaga para contabilista. Ao chegar, foi convidado por Samuel Madureira Coelho a escrever sobre esporte para o jornal, já que tinha sido excelente ponta-direita no Estrela e tinha jogado também no 14 de Julho, de Livramento, ao servir o exército, em 1948.

Começou como cronista esportivo, cobrindo uma partida em que jogavam o Internacional e Grêmio Esportivo Renner. Logo começou a fazer jornalismo, em 1954. Depois, foi para a Caldas Júnior, trabalhar na Folha Esportiva. Saiu do jornal A Hora, de 1957 para 1958. Começou sua carreira no rádio entre 1954 e 1955, quando cobria as férias dos locutores titulares na Rádio Gaúcha, e na Rádio Difusora, PRF9. Em 1958, convidado por Guilherme Sibemberg, foi para a radio Gaúcha como comentarista de futebol, já que Ênio Mello havia passado para a Farroupilha. Como todo bom radialista, Porto conhece casos pitorescos que envolvem a atividade, rica em histórias divertidas.

Mendes Ribeiro saiu da Gaúcha para a Guaíba e o convidou para acompanhá-lo, como comentarista e repórter. Porto foi um dos pioneiros da Guaiba, onde ficou até 1960. Depois disso foi para a Farroupilha e Difusora. Conheceu os grandes nomes do Rádio. Em 1967, voltou para a Guaíba, onde ficou até quase 1990, um pouco antes da Caldas Júnior entrar em crise. Depois disso, praticamente encerrou as atividades em Rádio, continuando a escrever somente para a Radiobrás, onde entrou por intermédio de um concurso público.

Antônio Carlos Porto também atuou como presidente do Sindicato dos Jornalistas do RS de 1968 a 1971, e foi, também presidente e fundador do Sindicato dos Radialistas do RS, de 1973 a1980 Nesse tempo, enfrentou várias dificuldades em função do regime ditatorial que vivia o país. Fez o curso de Direito e até trabalhou um período na Justiçal do Trabalho.

Fonte: PUC-RS

Rádio Alto Taquari de Estrela - 61 Anos no Ar


61 anos da Rádio Alto Taquari de Estrela

Comemorar 61 anos não é para qualquer um.” Foi com essa afirmação que a gerente da Rádio Alto Taquari 820 AM, Stella Maris Reckziegel, resumiu a satisfação em poder festejar o aniversário da emissora no último dia 10 de julho de 2009 e celebrado domingo. A programação especial reuniu mais de duas mil pessoas e superou as expectativas. Stella, que atua na direção há apenas quatro meses, comenta que está contente com a nova fase da rádio e fala da importância do contato com o ouvinte. “É um desafio, e incentivar atividades como essa traz uma grande satisfação. Foi surpreendente”, completa. O encontro ocorreu na rua do complexo da antiga Polar e a gerente ainda exalta que novidades estão por vir. “Fizemos a festa na rua em que vai ser a nossa nova casa, a Arnaldo Diehl. A partir do dia 20 começamos a mudança e uma das atrações vai ser o Espaço Museu, com fotos e materiais desde a fundação.”

Na programação houve apresentações das bandas Rainha Musical, Rota Luminosa e da dupla Aran e Ariel. O Show de Calouros com a participação da comunidade foi a grande atração. “Foi bem difícil a escolha, o público participou em peso”, salienta Stella. Entre os ganhadores estão Patrício Cabral como primeiro colocado e que recebeu um televisor 14 polegadas. Ficaram com o segundo, terceiro e quarto lugares as irmãs Rosa e Bárbara Pereira, e Maria Nelcy, agraciadas com brindes. A comunidade ainda teve à disposição praça de alimentação e mateada.


Laticínios Vale do Taquari, instalada em Estrela-RS