PROERD forma estudantes em cinco cidades do Vale do Taquari:

Suélen Oliveira dos Santos e família
PROERD forma estudantes em cinco cidades do Vale do Taquari:

Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência, desenvolvido pelo 40º Batalhão de Polícia Militar (BPM) de Estrela, e que formou um número recorde de estudantes (1.145 meninos e meninas), em Estrela, Colinas, Bom Retiro do Sul, Imigrante e Fazenda Vilanova participaram da formatura no sábado, dia 15, no estádio Aloysio Valentim Schwertner do Estrela-FC.

O Programa Educacional de Resistência às Drogas e à Violência (Proerd) é baseado em um projeto norte-americano e chegou ao Brasil em 1992. A Brigada Militar repassa ensinamentos em sala de aula para estudantes de 4ª e 6ª séries, e também o faz para pais. É uma ação conjunta que envolve, além do policial treinado e capacitado, a comunidade escolar, entidades e órgãos governamentais. Tem o objetivo de contribuir para a construção de uma sociedade mais segura, afastando jovens do mundo das drogas e assim reduzindo a violência.

O major Paulo Rogério Farias de Medeiros, que em nome de Antônio Scussel representou o Comando Regional de Policiamento Ostensivo (CRPO), disse que a maior lição deixada é o recado de amor e fraternidade. O capitão Inácio Caye, que responde pelo comando do BPM de forma interina, destacou a importância do programa e a função desempenhada pela Brigada Militar.

Redações premiadas:

Expectativa geral no momento da divulgação da melhor redação, em trabalho realizado em sala de aula. O primeiro lugar foi para Rafaela Souza Durayski, filha de Sabrina Brito Souza e Adriano Durayski. O prêmio foi uma bicicleta, um telefone celular e uma bola. Além da campeã geral, outras 26 crianças também foram premiadas com uma bola, pelo segundo lugar também em redações; e o mesmo número com um celular pelo primeiro lugar em cada escola participante.

Selecionamos (abaixo) a redação que conquistou o primeiro lugar na Escola Municipal de Ensino Fundamental Leo Joas, do bairro das Indústrias em Estrela-RS, para publicar no Blog da Aepan-ONG. A vencedora foi Suélen Oliveira dos Santos, filha de Raquel e Alexandre Santos, locutor da Rádio Encanto AM.

Redação Proerd
Redação de Suélen Oliveira dos Santos – Escola Leo Joas –Estrela-RS

Nas aulas do Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas e a Violência) são passados pela Policial Militar Mônia, muitos ensinamentos e orientações de extrema importância para as nossas vidas, principalmente para termos um futuro longe das drogas e da violência.

Os alunos gostam muito das aulas do Proerd, e, esperam com ansiedade às quartas-feiras, para receberem mais orientações de como se afastarem das drogas e da violência. As aulas são muito divertidas, com brincadeiras, teatro, bate-papo, etc...

Durante as aulas aprendi através das dicas da PM Mônia, o mal que pode fazer para a nossa saúde o uso de cigarro, bebidas alcoólicas, maconha, cocaína, inalantes e outras drogas. Para levar uma vida saudável é necessário também escolhermos as nossas amizades, procurando se aproximar de pessoas divertidas, queridas, educadas, companheiras, confiáveis e honestas.
Agindo desta forma dificilmente teremos contato com drogas e violência, mas quando por acaso, a gente tiver algum tipo de relacionamento com pessoas que nos ofereçam drogas, devemos saber dizer não para nos mantermos afastados do mal que isso pode nos causar. É muito importante também que não nos deixemos enganar por propagandas de cigarros e bebidas alcoólicas que colocam modelos e atores bonitos divulgando estes produtos, pois sabemos na verdade que nem eles mesmos bebem ou fumam.

Aprendemos nas aulas do Proerd o mal que pode fazer ao nosso organismo o cigarro, o álcool, os inalantes e a maconha, causando doenças no cérebro, boca, garganta, pulmão, coração e fígado.

Por tudo isso que foi colocado e depois das aulas do Proerd ficou bem claro para mim e para os meus colegas que devemos ficar afastados das drogas e da violência, já que isto nos leva à destruição.

Obrigado escola, obrigado Brigada Militar, pois nós tivemos acesso ao Proerd.

Suélen Oliveira dos Santos

Escravos Negros em Estrela-RS

Escravos Negros em Estrela-RS

A Fazenda Estrela surge em 1856, justamente quando a questão sobre a mão de obra no Brasil era amplamente discutida. O governo sofria pressões internacionais, especialmente da Inglaterra para dar fim ao trafego ilegal de escravos procedentes da África.

Para suprir as necessidades de mão de obra para produção nas lavouras, o governo monárquico incentivou a imigração alemã e de outras nacionalidades. Os Alemães acabaram povoando e colonizando Estrela.

Passaram-se 32 anos desde a criação da Fazenda Estrela quando a Princesa Isabel assinou a Lei Áurea em 13 de maio de 1888, dando um ponto final na escravidão no Brasil. Neste período foram promulgadas ainda duas outras leis: A Lei do Ventre Livre em 1871, de poucos efeitos práticos, a lei dá liberdade aos filhos de escravos, mas deixa-os sob tutela dos senhores até 21 anos de idade e a Lei dos Sexagenários em 1885 que liberta os escravos com mais de 65 anos.

Na verdade nunca se fez, nem jamais se poderá fazer uma estimativa precisa do número de escravos que trabalhavam nas fazendas localizadas no território de Estrela, entretanto existem alguns registros de batizados de filhos de mulheres escravas, a quem a liberdade deveria ser garantidos em razão da Lei do Ventre Livre.
A Paróquia Santo Antônio realizou 91 batizados (43 meninas e 48 meninos) filhos de cativas entre 1874 e 1887.

Outra curiosidade da época são os inventários dos fazendeiros que registravam a propriedade de escravos que passavam para herdeiros. Conforme relatos, em 1880, um jovem escravo em Estrela, valia a soma de 37 bois.

Os imigrantes eram proibidos de possuir escravos. Também eram proibidas as manifestações religiosas africana. Os escravos recebiam formação cristã dos brancos católicos.

A notícia sobre a Lei áurea de 13 de maio de 1888 chegou a Estrela no dia 26 do mesmo mês e ano, cujo livro da Paróquia Santo Antônio registra um sermão em ação de graças para saudar a abolição dos escravos.

Os escravos libertos em Estrela foram morar onde hoje se localiza o bairro Oriental. No interior foram morar em locais conhecidos como cafundós (lugar ermo e afastado, de acesso difícil, normalmente entre montanhas). A partir da abolição passaram a realizar serviços difíceis e pesados que ninguém mais queria na comunidade. Passaram a compor a camada mais pobre das classes populares. Alguns caíram na miséria da mendicância.

Anos depois ainda havia comemorações no dia 13 de maio, inclusive no Álbum do Cinqüentenário de Estrela consta uma fotografia de um churrasco para festejar a Lei Áurea.

Mas é no vinte de novembro o Dia Nacional da Consciência Negra. A data - transformada em Dia Nacional da Consciência Negra pelo Movimento Negro Unificado em 1978 - não foi escolhida ao acaso, e sim como homenagem a Zumbi, líder máximo do Quilombo de Palmares e símbolo da resistência negra, assassinado em 20 de novembro de 1695.

O Quilombo dos Palmares foi fundado no ano de 1597, por cerca de 40 escravos foragidos de um engenho situado em terras pernambucanas. Em pouco tempo, a organização dos fundadores fez com que o quilombo se tornasse uma verdadeira cidade. Os negros que escapavam da lida e dos ferros não pensavam duas vezes: o destino era o tal quilombo cheio de palmeiras.

O negro deu importante contribuição para nossa cultura e para formação do povo brasileiro. A língua falada no Brasil apresenta número elevado de vocábulos de origem africana. Também devemos aos negros os pratos apimentados.
O folclore brasileiro deve aos negros grande parte de suas características. São manifestações folclóricas de origem africana: danças, o jongo e o samba; instrumentos musicais como a cuíca, a marimba e o berimbau; cerimônias de cunho religioso ligado ao candomblé.

O negro deixou marcas profundas no próprio físico do povo brasileiro. Os mulatos, resultado da miscigenação entre negros e brancos, corresponde a uma parcela significativa da população brasileira de hoje.


Pesquisa: Airton Engster dos Santos
Referências: “História do Brasil” de Olavo Leonel Ferreira; “O Brasil em Foco” - Joelza Ester Domingues e Layla Paranhos Leite Fiúza; “Resgatando a Formação Étnica do Vale” - Fundação Oswaldo Carlos Van Leeuwen.

Passeio Ciclístico 2008 ocorre no dia 23 em Estrela

Passeio Ciclístico 2008 ocorre no dia 23 em Estrela

A Prefeitura de Estrela, por intermédio da Secretaria Municipal de Esportes e Lazer (Smel), com apoio das secretarias de Saúde e Assistência Social, Desenvolvimento Urbano, e Educação, Cultura e Turismo promovem no dia 23 de novembro(domingo), mais uma edição do Passeio Ciclístico.
A largada deste passeio pela cidade, ocorre às 8h, em frente à Brigada Militar em Estrela.

Caso chova nesta data, o evento será transferido para o próximo domingo, dia 30.
Para este ano está sendo esperado à participação de mais de 1000 ciclistas, já que em 2007, o número foi de 750.

Ruas da Polar reabertas após 34 anos






Ruas da Polar reabertas após 34 anos

As ruas Arnaldo J. Diel e Coronel Flores, que faziam parte da antiga fábrica de cerveja Polar foram devolvidas para comunidade de Estrela após ficarem fechadas por 34 anos.

A solenidade ocorreu no sábado, dia oito de novembro de 2008. O dia estava radiante e com sol intenso, talvez saudando a grande conquista da cidadania.
Tendo Lauro Evaldo Schmitt, da Rádio Alto Taquari, como mestre de cerimônia, os pronunciamentos iniciaram com Roseli Teresinha que falou em nome da irmã Noeli Fincker, representando os Barraqueiros; Nilton Scapin, proprietário da Conpasul; presidente da Câmara de Vereadores, Ademar Dadall; E por fim, o prefeito Celso Brönstrup afirmou que a reabertura das ruas representa uma conquista para toda comunidade. Brönstrup lembrou de Assis Sampaio em seu pronunciamento, escritor que amava Estrela e recentemente falecido.

Em clima de grande emoção os Barranqueiros cantaram o “Hino dos Barranqueiros do Rio Taquari” com letra e música de Mário Ruschel:

Estribilho:
Rua da Praia, que tanta lembrança nos trás!
Das brincadeiras, dos tempos que não voltam mais!

Buraco dos cachorros
Gaiola e alçapão
Soldado ladrão
Futebol na baixada
Comendo cevada

Tático e Marcírio
Tia Ilma e mil folhas
Tio Beno e pão d’água
Prainha americana
Molecada pelada!

Vapor e Adão e Eva
João Risada e barca
Lambari e piava
Eta vida danada
Comendo cevada!

Pronunciamento dos Barranqueiros:
Por Noeli Fincker

Em nome dos Barranqueiros do Rio Taquari de Estrela, quero estender as cordiais saudações às autoridades presentes, e aos demais que se encontram para oficializar e celebrar esse importante acontecimento em nosso município.

É com grande alegria que recebemos a notícia da reabertura da Rua Arnaldo J. Diel, outrora denominada Marechal Deodoro e que em nossa mente é a eterna “Rua da Praia” que tanta lembranças nos traz, como muito bem escreveu o poeta Mário Ruschel.

Sr. Prefeito Celso Brönstrup, foi nessa rua que eu me criei e vi meus irmãos crescerem. Também foi nessa rua que fiz as mais sólidas e duradouras amizades de minha vida. E foi nessa rua empoeirada que conheci meu eterno amor.

Nessa mesma rua Senhor Prefeito, eu acompanhei o crescimento da Cervejaria Polar e que anos mais tarde tomou de nós esse capítulo de nossas vidas. Somente hoje, tantos anos depois está sendo possível caminhar novamente por aqui.

Eram outros tempos, outros anseios... Não havia telefone celular e Internet, muito menos casas cercadas. Todos se conheciam, todos brincavam juntos, tomavam banho na praia do cascalho, acampavam lá também. Aqueles cascalhos grandes que com o calor do sol ficavam tão quentes e que era impossível caminhar por cima deles. Aquilo marcou muito em minha memória, pois as nossas férias eram todas naquela praia.

Estrela tinha outro charme naquela época, em especial o antigo porto que recebia muitos visitantes das mais distintas origens. Era a porta de entrada e saída da cidade e também por onde embarcávamos nos navios a vapor para lendárias viagens à capital. As estátuas do local representavam a indústria e comercio.

Enfim, são memórias de minha vida, e da vida de todos Barranqueiros que aqui se encontram, e também dos que não estão mais conosco. Temos saudades daquela época, e somos a prova que o tempo, esse sim passa, muito depressa inclusive, mas as memórias permanecem vivas em nossa mente, nos relatos de nossos antepassados e nas fotografias.

Queremos agradecer e parabenizar pela iniciativa de revitalizar a nossa Rua da Praia. E desde já, Sr. Prefeito, saiba que estamos a sua disposição para colaborar com o que for preciso nessa grande empreitada.

Com alegria;
Os Barranqueiros do Rio Taquari de Estrela.

Após os pronunciamentos, as autoridades, Prefeito Celso Brönstrup; Primeira Dama, Mariza Casagrande Brönstrup; Vice-Prefeita, Dra. Irene; Presidente do Legislativo estrelense, Ademar Dadall; Empresário Nilton Scapin abriram a fita juntamente com representante dos Barranqueiros.

Texto e Imagens: Airton Engster dos Santos e Jorge Scherer
Memorial da Aepan-ONG

Estrela e a Proclamação da República


Estrela e a Proclamação da República:

Os membros da Câmara Municipal de Estrela-RS, sabedores dos acontecimentos de 15 de novembro de 1889, no Rio de Janeiro, sobre a Proclamação da República, convocaram uma sessão extraordinária para o dia 23 do mesmo mês, na qual tornaram público os telegramas e ofícios do governador do Rio Grande em que lhes era oficializado os atos de instalação da República, a qual decidiram aderir à nova forma de governo.

Nessa sessão diversos discursos eloqüentes, interrompidos por grande manifestação de aplausos e entusiasmo, os cidadãos João Severino Ribeiro de Almeida Tacques, Luiz Pereira de Azevedo e Dr. Victor Emmanuel de Camargo congratularam-se com o povo brasileiro pela Proclamação da República.

Após os pronunciamentos, a Câmara delibera por expedir telegramas de congratulações ao Chefe do Governo Provisório, Marechal Manoel Deodoro da Fonseca, ao governador do Rio Grande, Visconde de Pelotas, e a Federação, órgão de propaganda republicana.

A Câmara deliberou ainda que fosse hasteado o pavilhão de 35 e retirado do Pórtico do Paço da Câmara o escudo que ostentava as armas imperiais. Esse ato considerado solene foi abrilhantado pela banda de música Lyra Taquaryense.


Proclamação da República:

Em 1889, a crise no Brasil chegava a níveis insustentáveis. Questões como abolição dos escravos em 1888, questão religiosa que revoltava os católicos desde 1872 e militares descontentes desde o fim da guerra do Paraguai, tornaram frágil a situação de D. Pedro II, Imperador do Brasil.

Um professor da Escola Militar, Benjamim Constant, foi convidado para liderar um movimento que deporia o Imperador. Republicanos civis juntaram suas forças aos militares e todos, decidiram que 20 de novembro seria o dia do levante.

Mas os revolucionários receberam uma notícia de última hora, a prisão do Marechal Deodoro da Fonseca, e resolveram então antecipar a data. Aos 15 de novembro de 1889, pela manhã, começou a movimentação de tropas. Os ministros que souberam da notícia se dirigiram ao Quartel General do Exército, foram presos e obrigados a renunciar aos cargos.

Marechal Deodoro tentou ainda contemporizar, propondo que se fizesse apenas uma troca no Ministério, cujos nomes seriam indicados pelos republicanos. D. Pedro II tentou através de um emissário conversar com os revoltosos. Mas já era tarde. Sem nenhum tumulto o Brasil torna-se república.

A família real, resignada, partiu para Europa, dois dias depois. E Deodoro da Fonseca assumiu a liderança do movimento, que a essa altura ainda não tinha se consolidado. Sob sua tutela continuaria a se constituir os Estados, ex-províncias e ex-capitanias. Em suas mãos ficava o destino de 14 milhões de pessoas.

Proclamada a República, formou-se um Governo Provisório, composto pelas principais forças republicanas como Rui Barbosa, Aristides Lobo, Campos Sales, Demétrio Ribeiro, Quintino Bocaiúva e Eduardo Wandenkolk.

Pesquisa: Airton Engster dos Santos
Referências: Álbum do Cinqüentenário de Estrela e Novo Conhecer Vol. I – Brasil da Abril Cultural.

Estrela recebe Troféu Especial no Prêmio Gestor Público 2008

Estrela recebe Troféu Especial no Prêmio Gestor Público 2008

Estrela foi o único município do Vale do Taquari a receber o Troféu Especial do Prêmio Gestor Público 2008, com o projeto Estações Compactas de Tratamento de Esgoto: uma alternativa econômica e eficaz para a promoção do saneamento básico; em cerimônia realizada na terça-feira, dia 4, no Teatro Dante Barone, da Assembléia Legislativa em Porto Alegre. Além do troféu, o município também foi agraciado com o Certificado de Reconhecimento através do projeto Estrela Cidade Digital.
Na foto, prefeito Celso Brönstrup no momento da premiação.

Feira do Livro de Estrela


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Lions Club de Estrela


Integrantes do Lions prestigiam sessão na Câmara de Vereadores de Estrela-RS

A Câmara de Vereadores de Estrela realizou segunda-feira (13.10.2008) sessão solene para homenagear o cinqüentenário do Lions Club de Estrela.

O governador do Distrito LD2, José Zagonel, informou que o Lions de Estrela figura entre os mais antigos do Brasil. Entre os trabalhos desenvolvidos pelo grupo, destacou o combate à cegueira. “Graças ao trabalho do Lions, mais de 30 milhões de pessoas recuperaram a visão no mundo”, contabilizou. Conforme explicou, a cada letra da palavra Lions é atribuído um significado. “L” refere-se à liberdade, “I” à igualdade, “O” à ordem, “N” à nacionalidade e “S” a serviço. “Lions é a maior e melhor organização do mundo”.

O secretário da Educação e Cultura, Erci Pedro Albarello, representando o prefeito municipal Celso Brönstrup (PPS), citou Platão: Nada caracteriza mais o homem do que o ato de pensar. Para Albarello o momento é de reflexão, de pensar na quantidade de crianças que foram ajudadas em 50 anos. “Essas pessoas são caracterizadas como heróis, pois são 50 anos de bravura, de luta e de coragem para doar-se ao outro”.

Por fim, o presidente do Lions Club de Estrela, Gilberto da Silva, agradeceu a Luiz Fernando Schneider pela lembrança e aos demais vereadores pela aprovação imediata da proposta. “Nos sentimos honrados por recebermos o reconhecimento. O Lins de Estrela existe porque há um grupo unido, que se propõe a trabalhar junto”.

O Lions Club de Estrela foi fundado em 19 de outubro de 1958.

Junto ao Pórtico na avenida Rio Branco consta um monumento em homenagem ao Lios Club.

Abertura das ruas da Polar - AMBEV em Estrela-RS






História da Cervejaria Polar - AMBEV em Estrela-RS:
A cervejaria em Estrela foi fundada em 10 de outubro de 1912 sob o nome de “Sociedade em Comandita Júlio Diehl & Cia”. A 20 de outubro de 1912 reuniram-se os fundadores da firma, para procederem a 1ª chamada de capital.

A 22 de outubro era feito o primeiro depósito no extinto Banco Pelotense. A 24 de outubro, eram adquiridos, de Ruschel e Irmãos 3 terrenos, no valor de então “Quatro Contos de Réis”, conforme escritura feita pelo então notário Adolfo M. Ribeiro. A empresa Júlio Diehl & Cia foi oficialmente registrada a 16 de abril de 1914. A cerveja Aurora foi uma das primeiras marcas da empresa.

Mais tarde, a cervejaria passou a denominar-se Kortz, Dexheimer & Cia, tendo como sucessor Luiz I. Mussnich. Após seu falecimento passou a denominar-se Viúva Luiz I. Mussnich. Já em 1945, sob a razão social de Cervejaria Estrela S/A, a empresa foi incorporada por um grupo de santa-cruzenses, tendo como incentivador o Senhor Jean Hanquet. Neste ano a cervejaria passa a denominar-se Polar S/A.

No ano de seu cinqüentenário (1962) a empresa exibia comercial da cerveja marca “Casco Escuro” com o slogan: “Polar criou, a nação inteira consagrou” ou “A cerveja mais cerveja do Brasil”. Nesta época era produzida ainda a cerveja Polar Chopp em garrafa ou barril lançada em 1957, Guaraná Frisante, Água Estrela, Soda Laranja, Gasosa Cristal e Água Tônica. No ano do Jubileu de Ouro a cervejaria de Estrela tinha como Gerente o Sr. Odilo A. Thomé, Assistente de Diretoria o Sr. Flávio Jaeger e Ispetores de vendas os Srs. Armindo Scheibe, Oscar Chaves Garcia e José Valeriano Moraes.

Técnicos Petar e Dragutin Hirtenkauf. Administração Comercial de Arnaldo J. Diel. Nesta época a empresa procedeu a embarques para Ceara e Maranhão entre outros estados do Brasil. Em 1962 os impostos recolhidos pela cervejaria foram de CR$ 70.000,000,00 (setenta milhões de cruzeiros).

Em 1972 a Polar S/A é adquirida pelo Grupo Antarctica Paulista e a partir desta data recebe grandes incentivos do município como doação de áreas de terras em 1973 e 1987. Empregava em torno de 800 cervejeiros.

Em 1995 triplica o lucro da Antarctica/Polar no Rio Grande do Sul chegando a R$ 46.853.000,00 (quarenta e seis milhões oitocentos e cinqüenta e três mil Reais). Neste ano os cervejeiros receberam participação nos lucros da empresa.

Em 1997 aprofunda o processo de reestruturação produtiva iniciado em 1992. Em 02 de julho de 1999 eclode a notícia da Mega-Fusão das maiores cervejarias do Brasil, ou seja, Brahma e Antarctica, efetivada em 19 de abril de 2000 após aprovação do CADE. Em 2001 a empresa fecha aos poucos em Estrela. Em 2002, demissão em massa de cervejeiros. Em 2004 a Ambev noticia aliança Global com Interbrew de Bruxelas. Em 20 de abril de 2006 a multinacional Ambev anunciou a desativação da fábrica de cervejas de Estrela.

A Aepan-ONG enaltece a iniciativa corajosa do Sr. Prefeito Celso Brönstrup quando adquiriu a área do complexo Ambev, em parceria com a iniciativa privada, culminando com a abertura das ruas à comunidade de Estrela-RS no próximo sábado.


Pesquisa: Airton Engster dos Santos e Jorge Scherer
Referência: Acervo da Aepan-ONG (Clipagem, Polar S/A – Jubileu de Ouro e álbum do Cinqüentenário de Estrela). Imagens: Google Earth.

Abertura das ruas da Polar - AMBEV em Estrela-RS






Abertura das ruas da Polar - AMBEV em Estrela,
vista por todos os lados

A Rua Arnaldo J. Diel vai ter sentido duplo, enquanto a Coronel Flores será mão única. De acordo com o site da prefeitura de Estrela-RS os prédios da antiga empresa vão permanecer fechados e contar com vigilância para evitar o vandalismo.
O cerimônia de abertura das ruas vai ocorrer sábado, dia 8, no Complexo Industrial da Antiga Cervejaria Polar.

Ruas históricas:

Rua Marechal Deodoro, que no começo do século 20 se chamava Rua da Praia e, mais tarde, passou-se a chamar Rua Arnaldo J. Diehl em homenagem ao líder e empresário industrial de Estrela.

O quarteirão final da Rua Coronel Flores, era a descida de acesso à escadaria, construída em 1924, por onde os passageiros desciam para viajar à Porto Alegre através dos vapores que atracavam no antigo Porto de Estrela. De 1882 a 1899, denominava-se Rua Santo Antônio.

Doação das áreas:

Em 1973 o Poder Público municipal doa áreas de ruas para a fábrica expandir seu parque industrial, localizado nas margens do Rio Taquari, no Centro da cidade. É através da Lei 1268, de 3 de maio, com oferta de 905,84 metros quadrados.

Em 1987 pela Lei 1946, de 14 de agosto, permite a permuta de áreas de terra com a empresa das ruas 15 de Novembro, com 2.618,22 metros quadrados, e Arnaldo J. Diel, com 859,32 metros quadrados.

Pesquisa: Airton Engster dos Santos e Jorge Scherer


Morre Juiz Eduardo Becker


Morre o Juiz Eduardo Becker

No dia 1° de novembro o Juiz Eduardo Becker, que tinha como hobby andar de moto, mais uma vez, como em tantas outras, aproveitou o feriado para curtir sua Suzuki 750 pelas rodovias da região. Certamente não esperava Ele nem a comunidade de Estrela que seria pela última vez.

Numa curva da RS-129, km 105, Dois Lajeados, por volta das 13:30 horas, o Juiz motoqueiro perdeu o controle do veículo e bateu contra algumas árvores ficando gravemente ferido. Foi levado para o hospital de Guaporé e transferido às 17 horas para Estrela aonde veio a falecer. No domingo, por volta de 11 horas foi cremado no município de São Leopoldo.

Numa das poucas oportunidades em que falou sobre si mesmo, em reportagem concedida a Nossa Revista de 1991, em coluna “O jeito de ser”, página 18, o Juiz se definiu como uma pessoa comum que possuía como marca a discrição. Simplicidade e privacidade como filosofia de vida.

Tinha o trabalho como meio de vida, e ficar em casa ou andar de moto como lazer. Admitiu algumas manias, mas não disse qual. Com relação à comida disse não ter preferência e bebida doce desde que não fosse alcoólica.

Gostava de televisão, revistas e rádio. Disse que o amor move o mundo e afirmou que a amizade é necessária para vida do homem, desde que sincera.

Sonhava com um futuro melhor para humanidade e tinha preocupação com relação a uma vida digna para todos. Pensava em Estrela com realismo e um Brasil com algumas incertezas. O filho admitiu ser o maior presente que recebeu.

A manchete que sonhava ler e ouvir era de um mundo sem doenças.

Eduardo Becker era natural de Porto Alegre, nascido em 04 de maio de 1956. Tinha 52 anos de idade.

O Juiz que a cidade aprendeu admirar, respeitar e conviver a dezoito anos partiu deixando enlutados, esposa, filho, parentes, amigos e muitas saudades em Estrela-RS.

Airton Engster dos Santos
Ambientalista – Aepan-ONG

Martin Luther

Igreja de Wittenberg onde Martin Luther realizava sus prédicas.

Castelo de Wartburg onde Luther traduziu a Bíblia para lingua alemã.

Bíblia de Martin Luther.

Martin Luther

Nascido a 10 de novembro de 1483 na cidade de Eisleben/Alemanha, Martin Luther foi filho de uma família de mineiros pobres. Estudou filosofia e direito e no ano de 1505 entrou para a Ordem dos Agostinianos. Tornou-se monge, sendo ordenado sacerdote no ano de 1507. Defendeu tese de doutoramento em teologia no ano de 1512. Leciona na cidade de Wittenberg, onde desencadeia, a partir de um estudo acurado das Sagradas Escrituras, um movimento que modificará profundamente o cenário eclesiástico ocidental.

Em 1517 publica 95 teses em que preconiza reformas no interior da Igreja Católica. Não encontrou acolhida para as suas propostas, sendo excomungado no ano de 1521. Proscrito pelas autoridades, acabou sendo sequestrado por simpatizantes de suas idéias.



Estrela - Rio Grande do Sul - Dia da Reforma


Martin Luther
O Interprete do Evangelho

Em 31 de outubro de 1517, iniciou o movimento que tinha por objetivo uma Reforma na Igreja Cristã.

Martin Luther nasceu num ambiente humilde, a 10 de novembro de 1483, na vila de Eisleben, na Alemanha. Seu pai, Hans Luther, casado com Margarethe Ziegler, trabalhava como mineiro para sustentar uma família de sete filhos na qual Martin era o segundo.

Aos 14 anos, Martin Luther deixou a casa paterna para cursar a escola de Latim, em Magdeburg, e no ano seguinte em Eisenach. Martin Luther gostava muito de Eisenach onde também aprendeu música.

Terminando o curso de humanidades, em 1501, Martin Luther matriculou-se na Universidade de Erfurt onde devia primeiro cursar Filosofia e depois Direito. Era muito respeitado pelos colegas, pela dedicação, tanto à oração como o estudo.

Aos 20 anos de idade o estudante Martin encontrou na biblioteca da Universidade uma Bíblia latina que logo atraiu seu interesse. Quanto mais aprofundava na leitura, tanto mais perguntas lhe surgiam.

Obtendo grau de Magister em Filosofia, continuou estudando Direito.

Porém uma série de acontecimentos mudou o rumo de sua vida, e, em 17 de julho de 1505 entrou na Ordem Mendicante dos Monges Agostinhos, em Erfurt, quando foi aceito como Irmão Martinus. Recebeu ordenação de sacerdote em 27 de fevereiro de 1507.

Martin Luther vivia no convento, inquieto por uma pergunta: Como obter misericórdia e a graça de Deus? A Igreja afirmava que era através das boas obras. Mas quanto cada um deveria cumprir para estar certo da salvação?

Em fins de 1508, Martin Luther transferiu-se para o Convento Negro dos Agostinhos quando foi também indicado como professor na Universidade de Wittenberg.

Em 1510 Martin Luther realizou um sonho antigo: Ver Roma, a Cidade Santa. De joelhos subiu os 28 degraus da escada de Pilatos. Rezou uma missa numa das igrejas de Roma. Ficou decepcionado com tudo que viu e ouviu em Roma.

Martin Luther voltou a Wittenberg, no ano de 1511, contrariado com a situação de Roma.

Em 1512 foi promovido a Doutor em Teologia.

Enfim, por volta de 1512/13, durante o estudo da epístola aos Romanos, a luz rompeu definitivamente as trevas, quando subitamente se evidenciou o verdadeiro sentido do versículo Romanos 1,17: “O justo viverá por fé, e pela fé” (sola fide). Compreendeu aí que o homem não pode conseguir por méritos próprios a justiça perante Deus e uma consciência tranqüila: mas que Deus por graça (e de graça), considera como justificado aquele que Lhe confia, e crê na Sua misericórdia em Jesus Cristo (justus sola fide – sola gratia). Pois a justificação só pela fé e só pela graça de Deus se tornou a chave e base para toda doutrina cristã.

Quando Martin Luther pregou a porta da Igreja do Castelo de Wittenberg, em 31 de outubro de 1517, o pergaminho com as 95 teses, ele não fez com a pretensão de desencadear um grande movimento na história da Igreja. Ele apenas não concordava com a venda do perdão de Deus, como se fosse mercadoria, por meio de cartas de indulgência. As teses escritas em latim eram para suscitar uma discussão entre os acadêmicos sobre a legitimidade de tais negócios. Aquilo que Deus oferece de graça era comercializado pela igreja. Havia abusos inacreditáveis. A discussão sobre as 95 teses deveria trazer conclusão clara e reabilitação da Igreja.

Em 1518, Roma tratou de liquidar o caso do monge de Wittenberg. Luther foi chamado para responder processo em Roma. Mas por interferência de Frederico o Sábio, Príncipe da Saxônia, a questão foi tratada em Augsburg pelo Cardeal Caetano. Este exigia apenas que Luther declarasse: Revogo tudo. Naturalmente nada conseguiu.

Martin Luther sobre pressão escreveu uma carta ao Papa, declarando sua fiel submissão; mas reafirmando também sua doutrina da justificação só pela fé, sem méritos de obras.
Mais tarde, com a afirmação de que os concílios podem errar nas suas decisões, Martin Luther sem se dar conta praticamente se colocava fora da Igreja do Papa, fundamentada sobre a infalibilidade do Papa e dos Concílios.

Em 1520 Martin Luther escreveu três livros fundamentais da sua doutrina. 1- “A Sua Majestade Imperial e a nobreza cristã, sobre a renovação da vida cristã”; 2- “Sobre a escravidão babilônica da Igreja” trata dos santos Sacramentos: Batismo, Santa Ceia e Penitência; 3- “Da liberdade de um cristão”, Fé e amor são para Luther, as colunas da salvação.

A resposta do Papa a estas exposições foi a Bula da Excomunhão, se Luther em 60 dias não revogasse o que havia escrito e ensinado. A bula mandava que os Livros de Martin Luther fossem queimados.

Em abril de 1521 Luther compareceu diante do Imperador, no parlamento, em Worms.

Em Wartburg traduziu o Novo Testamento do grego para o alemão. Impresso em Wittenberg em setembro de 1522 recebeu o nome de Bíblia de Setembro (Septemberbibel).

Em 1525 Martin Luther casou-se com Catharina Von Bora e tiveram seis filhos: Hans, Elisabeth, Magdalene, Martin, Paul e Margarethe.

O Movimento da Reforma espalhou-se pela Europa. Em 1530 os líderes protestantes escreveram a "Confissão de Augsburgo", resumindo os elementos doutrinários fundamentais do luteranismo.

Traduziu o Antigo Testamento em 1534.

Em 1546, no dia 18 de fevereiro, aos 62 anos, Martin Luther faleceu. Finalmente, em 1555, o Imperador reconheceu que havia duas diferentes confissões na Alemanha: a Católica e a Luterana.

Pesquisa: Airton Engster dos Santos
Referência: Livro “Martin Luther – O Intérprete do Evangelho” e Livro “História Moderna e Contemporânea”, ambos documentos do Acervo do Memorial da Aepan-ONG.

26° Concílio da IECLB





26° Concílio da IECLB

O 26° Concílio da Igreja Evangélica de Confissão Luterana no Brasil, foi realizado no município de Estrela, Rio Grande do Sul.

Participantes ligados a IECLB e pastores de diversas regiões do Brasil, América Latina e Europa estiveram em Estrela prestigiando o evento que já acontece a mais de 50 anos.

Grandes temas foram discutidos, apresentações culturais e uma exposição sobre a Ditadura Militar no Brasil cujo período perdurou de 1964 a 1985.

O evento teve como local o Colégio Martin Luther de Estrela com presença de grande público.

Membros da Aepan-ONG foram prestigiar as atividades culturais e exposição “Direito a Memória e a Verdade” que segundo informações obtidas junto aos organizadores segue agora para Noruega.

A organização do 26° Concílio esteve sob responsabilidade da IECLB de Estrela, Colégio Martin Luther e Sínodo do Vale do Taquari.

Curiosidade: O que é um Concílio?
Segundo dicionário Aurélio: Reunião de toda uma Igreja cristã, pela convocação de uma representação determinada, para definir e deliberar sobre pontos atinentes à missão que lhe é própria.

O Concílio da Igreja é o órgão soberano da IECLB.Tem competência para decidir sobre qualquer questão do interesse da Igreja.
As normas e regulamentos definidos por ele devem ser acatados por todos os Sínodos e comunidades, pelos órgãos administrativos e pelas instituições.Somente o Concílio pode modificar a Constituição, o Regimento Interno e os regulamentos do Ministério Eclesiástico.
O Concílio estabelece o plano de ação da Igreja em território brasileiro e sua atuação missionária no exterior. Cuida da unidade da Igreja. Decide sobre as finanças e o orçamento central. Elege o Pastor Presidente e os Pastores Vice-presidentes, bem como o Presidente do próprio Concílio e o seu Vice.
A maioria dos membros do Concílio é eleita nas assembléias sinodais.50% dos participantes com direito a voto é leigo.

Texto: Airton Engster dos Santos

Celso Brönstrup reeleito prefeito de Estrela-RS

Celso Brönstrup reeleito prefeito de Estrela-RS

Engenheiro florestal, topógrafo, empresário, líder político e vice-prefeito de Estrela, de 1-1-1989 a 31-12-1992. Foi secretário municipal de Obras, Viação e Serviços Urbanos, em 1989-1990.
Nas eleições municipais de 3-10-1996, concorreu como candidato a prefeito municipal, não logrando êxito apesar de ter somado 7.102 votos. Sua candidata à vice-prefeita foi Belkis Carolina Calça.
Nas eleições municipais de 2004, foi eleito prefeito pelo PPS, com 9.881 votos (51%), com mandato de 1-1-2005 a 1-1-2009.
Nas eleições municipais de 2008 foi reeleito para um novo mandato de 1-1-1-2009 a 1-1-2013. Somou 6.702 votos (35,29%). Sua Vice-prefeita em ambas oportunidades foi Irene Terezinha Hein Veloso da Silveira.

Nascido em 9-12-1954, em Languiru, filho de Hedi Millarch e Marno Brönstrup, Casado com Mariza Casagrande Brönstrup, tendo os filhos Rodrigo e Martina.

A Aepan-ONG felicita o Senhor Prefeito Celso Brönstrup e Vice-Prefeita Irene Terezinha Hein Veloso da Silveira pela recondução aos cargos com tão grande responsabilidade, e agradece o excelente relacionamento entre a ONG e Prefeitura Municipal de Estrela-RS ao longo dos últimos quatro anos.

Direção Aepan-ONG

Aepan-ONG mantém Intercâmbio cultural com Gana, país da Africa




Aepan mantém intercâmbio cultural com país da África

A Associação Estrelense de Proteção ao Ambiente Natural, mantém intercâmbio cultural com Gana, país do continente Africano. Recentemente Leonardo Alex Stephan esteve visitando Accra, capital de Gana, momento em que realizou diversas palestras sobre o Brasil, especialmente sobre o Vale do Taquari e Estrela. Leonardo também acertou a vinda de um representante daquele país para o Brasil neste mês de outubro.

Durante duas semanas Mike Hammading estará no Rio Grande do Sul para palestras e exposições em empresas e escolas. Mike está visitando nosso estado pela segunda vez.

Sábado, 11 de outubro, entre nove e onze horas, haverá uma exposição no Calçadão de Estrela com diversas peças esculpidas em madeira produzidas em Gana.

Em breve estará sendo publicado no Blogger da Aepan-ONG toda repercussão da viagem de Mike ao Brasil.

As missões da Aepan-ONG ao exterior podem ser vistas no Blogger: http://missoes-aepan.blogspot.com

Curiosidade:
Gana, ou Republic of Ghana (República de Gana), o nome oficial, do país africano cuja capital é Accra. As outras cidades importantes do país são Kumasi, Tamale, Tema, Secondi-Takoradi, Cape Coast, Kforidua, Sunyani e Ho. É nelas que vive boa parte dos mais de 20 milhões de habitantes do país que tem como lema a frase "Liberdade e justiça". Seu povo tem a qualidade de nunca desistir.


Jean Carlo Menges - Resgate da história de Estrela


Airton,

Tu já me conheces sou muito amigo da Tutty e seu. Estou te escrevendo para dizer o quanto o trabalho da AEPAN é fundamental em nossa cidade para resgatar a história de nossos colonizadores e do nosso povo estrelense. Povo este que tem grande papel na história do Rio Grande e que estás esquecido. Pena que a nossa população não valoriza atos assim e nem os nossos governantes. Mas, ainda bem que existem pessoas que não desistem e que vão a luta e tentam resgatar a história para que ela não se perca no tempo.

Se Estrela para muitos é desconhecida, hoje poderá ser lembrada e conhecida através deste memorial que a AEPAN está constituindo graças aos esforços de pessoas que acreditam que Estrela ainda poderá voltar a brilhar novamente como já brilhou na história do Rio Grande por muitas vezes.

Eu sou um que acredita no potencial do povo estrelense para fazermos a diferença e voltarmos a ter o nosso nome divulgado e voltarmos a ser a cidade que um dia foi.
Estrela, o teu povo não pode desistir jamais, pois este é um povo que luta para ti fazer uma cidade novamente e ti fazer brilhar novamente, pena que nem todos pensam assim.
Jean Carlo Menges

Estrela-RS - Desfile Farroupilha






Amor ao Rio Grande do Sul
Em 1835, os gaúchos montados em seus cavalos promoveram a Revolução Farroupilha, que que teve duração de dez anos, em busca de dignidade.
Morreram em torno de 3,5 mil pessoas no solo rio-grandense.
A Revolução Farroupilha também ficou conhecida como Guerra dos Farrapos. Recebeu esse nome porque durou muito tempo e os combatentes muitas vezes lutaram com as roupas esfarrapadas.
Os farrapos são revenciados na Semana Farroupilha, realizada anualmente de 14 a 20 de setembro em todo estado do Rio Grande do Sul.
A pacificação da revolução iniciou-se quando D. Pedro de Alcântara atingiu a maioridade e passou a governar o Brasil, com o título de D. Pedro II.Luis Alves de Lima e Silva foi escolhido para comandar as tropas imperiais e negociar a paz.
A 25 de fevereiro de 1845 foi assinada a paz.
Airton Engster dos Santos e Jorge Scherer

Símbolos do Rio Grande do Sul


Símbolos Gaúchos são tema da Semana Farroupilha 2008

Além dos oficiais como a bandeira o hino e o brasão, o Rio Grande do Sul adotou outros símbolos que fazem parte da cultura do povo gaúcho. Todos definidos em Lei estadual.
O quero-quero, o cavalo crioulo, o churrasco, a erva-mate, o chimarrão, a flor brinco de princesa, marcela e Estátua do Laçador fazem parte deste conjunto que representa a história de nosso estado.
Os símbolos do Rio Grande do Sul não podem cair no esquecimento, tanto que são o tema da Semana Farroupilha de 2008.

Quero-Quero:
Sentinela dos pampas, o pássaro está sempre alerta, defendendo bravamente seu território e ninho. A ave faz seu ninho no chão, com preferência para os campos. Emite um estridente grito a qualquer ameaça. Lei 7.418/1980.

Churrasco:
Surgiu no Rio Grande do Sul no século 17. Era feito em um buraco no chão e a carne temperada com cinza. Com o tempo novas técnicas foram aperfeiçoando o preparo do churrasco. Hoje em qualquer lugar do Brasil encontram-se gaúchos servindo o prato típico, churrasco gaúcho. Lei 11.929/2003.

Brinco-de-Princesa:
Flor símbolo do Rio Grande do Sul, encontrada na mata atlântica. Lei 38.400/1988.

Cavalo Crioulo:
Cavalo Crioulo, da raça crioula. De médio porte, cola e crina grossas, bem entroncadas, machinhos cabeludos. Tem o seu corpo mais peludo que o cavalo inglês. - É cavalo resistente ao frio, ao trabalho, caborteiro de baixo. É dito o cavalo mais inteligente e por isso o mais preferido tanto pelo peão como pelo patrão. Dito, também, o cavalo orgulho do Rio Grande. Lei 11.826/2002.

Erva-Mate:
É da folha da erva-mate que se extraí o principal ingrediente para o chimarrão, marca registrada dos gaúchos. Pode atingir 12 metros de altura, caule e folhas ovais e fruto pequeno e verde ou vermelho-arroxeado. As folhas da erva-mate são aproveitadas na culinária. Lei: 7.439/1980.

Chimarrão:
A maior característica do povo do Rio Grande do Sul é o gosto pelo chimarrão. A cultura de servir o chimarrão entre amigos é passada de geração para geração. O gosto é amargo, estimulante e saboroso. Lei 11.929/2003.

Marcela:
A marcela, a planta medicinal encontrada nos campos do Rio Grande do Sul. É colhida na sexta-feira santa preferencialmente antes do nascer do sol. Lei 11.858/02.

Estátua do Laçador:
Estátua do Laçador é patrimônio histórico e cultural do RS, Lei estadual nº 12.992. Localizado na entrada da capital, Porto Alegre. Esse monumento é a representação do homem rio-grandense, que com sua pilcha (traje típico gaúcho) e suas boleadeiras, transparece a cultura de seu povo. Criada pelo artista Antônio Caringi, a estátua foi originalmente feita em gesso e posteriormente reproduzida em bronze. O tradicionalista Paixão Cortês foi a inspiração para a criação do monumento, que mede 4,45 metros de altura e pesa 3,8 toneladas.

Pesquisa: Airton Engster dos Santos
Referências: Assembléia Legislativa do RS e Governo do Estado do RS.




Rio Grande do Sul - Revolução Farroupilha

Revolução Farroupilha e Tratado de Ponche Verde

D. Pedro I governou o Brasil entre 1822 e 1831. Abdicou do trono em favor de seu filho, D. Pedro de Alcântara, o qual era menor e não podia governar.

O Brasil passou então a ser governado por regentes. Essa forma de governo recebeu o nome de regência.

Numa dessas regências iniciou-se a Revolução Farroupilha.

Dentre as causas da Revolução Farroupilha podemos destacar: a insatisfação dos gaúchos em relação ao governo central sediado no Rio de Janeiro, assim como em relação ao presidente da província do Rio Grande do Sul. Os altos impostos cobrados sobre os produtos vendidos pelos gaúchos, especialmente o charque foi outro fator de contrariedade.

O descontentamento foi aumentando, dando origem à revolução. Ela se iniciou no dia 19 de setembro de 1835. No dia seguinte, 20 de setembro, os revolucionários, chefiados por Bento Gonçalves, entraram em Porto Alegre. A revolução durou dez anos e se estendeu até a província de Santa Catarina.

Os gaúchos tiveram muitas vitórias sobre as tropas governamentais e, em 1836, foi proclamada a República Rio-Grandense, com capital na Vila de Piratini.

A pacificação da revolução iniciou-se quando D. Pedro de Alcântara atingiu a maioridade e passou a governar o Brasil, com o título de D. Pedro II.

Luis Alves de Lima e Silva foi escolhido para comandar as tropas imperiais e negociar a paz.

A 25 de fevereiro de 1845 foi assinada a paz entre as forças imperiais e revolucionários. O acordo ficou conhecido como Tratado de Ponche Verde.
Os heróis da Revolução Farroupilha foram, dentre outros: Bento Gonçalves, David Canabarro, José Garibaldi e sua mulher Anita Garibaldi.

A Revolução Farroupilha também ficou conhecida como Guerra dos Farrapos. Recebeu esse nome porque durou muito tempo e os combatentes muitas vezes lutaram com as roupas esfarrapadas.

TRATADO DO PONCHE VERDE

Artigos do Tratado de Paz - concessões obtidas do Governo Imperial, e que deram andamento à conclusão da Paz:

1o - O indivíduo que for pelos republicanos indicado Presidente da Província, é aprovado pelo Governo Imperial e passará a presidir a Província;

2o - A dívida nacional é paga pelo governo imperial, devendo apresentar-se ao Barão, a relação dos crédidos para ele entregar à pessoa, ou pessoas para isto nomeadas, a importância a que montar dita dívida;

3o - Os oficiais Republicanos que por nosso Comandante em Chefe, forem indicados, passarão a pertencer ao Exército do Brasil no mesmo posto, e os que quiserem suas demissões ou não quiserem pertencer ao Exército, não serão obrigados a servir, tanto em Guarda Nacional como em primeira linha;

4o - São livres, e como tais reconhecidos, todos os cativos que serviram a República;
5o - As causas civis não tendo nulidades escandalosas, são válidas, bem como todas as licenças, e dispensas Eclesiásticas;

6o - É garantida a segurança individual, e de propriedade, em toda sua plenitude;
7o - Tendo o Barão de organizar um Corpo de Linha, receberá para ele todos os oficiais republicanos sempre que assim voluntariamente queiram;

8o - Nossos prisioneiros de guerra serão logo soltos, e aqueles que estão fora da Província serão reconduzidos à ela;

9o - Não são reconhecidos em suas patentes, os nossos Generais; porém gozam das imunidades dos demais cidadãos designados;

10o - O Governo Imperial vai tratar definitivamente da Linha Divisória com o estado Oriental;

11o - Os soldados da república pelos respectivos comandantes relacionados, ficam isentos de recrutamento de primeira linha;

12o - Ofiiciais e soldados que pertenceram ao Exército Imperial, e se apresentaram ao nosso serviço, serão plenamente garantidos como os demais Republicanos.

Pesquisa: Airton Engster dos Santos
Referência: "A História da Grande Revolução", Tomo VI, pg. 282, de Alfredo Varella, Editora Livraria do Globo, 1933.

Estrela-RS - Imigração Alemã

Imigração Alemã

Estrela é o município mais antigo do Vale do Taquari. Foi pelo Rio Taquari que aqui chegaram os colonizadores que desbravaram a mata virgem e passaram a colonizar esta terra. Os primeiros imigrantes vieram da região de São Leopoldo e São Sebastião do Caí. Chegaram em Estrela por volta de 1856 e se fixaram nas fazendas, nas picadas, como Picada Grande (Novo Paraíso), Arroio do Ouro e Boa Vista.

Os pioneiros da imigração alemã vieram dispostos a enfrentar as dificuldades que não foram empecilho para cultivarem as tradições que trouxeram da pátria de origem.

Os alemães apareceram entre os primeiros imigrantes europeus que vieram para o Brasil. Já em 1824 chegavam a São Leopoldo. De 1817 a 1847, chegaram 8.176 imigrantes alemães, atraídos por promessas de terras para o cultivo, ajuda de custo e de equipamentos por parte do governo para colonização de grandes áreas de terras.

As promessas não se cumpriram e os colonos imigrantes se viram abandonados à própria sorte, obrigados a enfrentar, sem recursos, a mata virgem, o clima, o povo e a língua desconhecida, problemas de saúde, de adaptação, de isolamento e muito mais.
Em 1859 o governo alemão proibiu a vinda de novos imigrantes para o Brasil, por descumprimento das promessas por parte do governo brasileiro.

A boa vontade do governo esbarrava na intransigência dos latifundiários que queriam mão-de-obra barata para suas fazendas e não pequenos proprietários.
Com tais dificuldades, os alemães preferiram então emigrar para os Estados Unidos, Uruguai, Chile e Argentina.

Vindos para o Brasil, os alemães trouxeram também seus costumes, seus gostos, sua cultura, suas tradições. Apegados a terra natal mantiveram o uso da própria língua e, especialmente no interior desenvolveram círculos fechados, buscando proteger-se e superar dificuldades.

Embora a grande maioria dos imigrantes alemães se registrasse como agricultores para atender a exigência do governo brasileiro, muitos deles preferiram ficar nas cidades, ou abandonavam logo o trabalho da terra, em vista dos poucos recursos de que dispunham.

Nas cidades passaram a desenvolver habilidades e ofícios artesanais aprendidos na terra natal.

Uma das características foi a rápida reprodução, fato que veio a compensar o pequeno número que aqui se estabeleceu. Ao chegarem à segunda ou terceira geração, já se formavam verdadeiras ilhas culturais. O maior número de filhos representava também mais força de trabalho e conseqüentemente maiores possibilidades para progredir. Reuniam-se em torno da capela, inicialmente católica, e, depois, também luterana e de outras confissões protestantes.

Davam valor ao ensino e formação das novas gerações, por isso construíram e sustentaram as escolas comunitárias.

Conservavam e transmitiam aos filhos seus costumes, tradições e valores, demonstrados na vivência da fé, no amor ao trabalho, na preservação da unidade familiar, nas festas populares, com música e danças alemães, trajes característicos, comidas típicas e apresentações artísticas.

É inegável a contribuição da cultura alemã para o desenvolvimento brasileiro. Assumindo a agricultura, os colonos imigrantes conferiram maior dignidade ao trabalho braçal, antes desenvolvido somente por escravos.

Introduziram novas técnicas como o arado e o cultivo de novos produtos.

Desenvolveram a pequena propriedade rural. Formaram verdadeiras colônias que evoluíram para cidades. Aceleraram o processo de industrialização com experiências trazidas da Europa. Participaram da criação do sindicalismo e cooperativismo brasileiro. Desenvolveram o ensino através de escolas e universidades. Deram grande impulso as artes, à arquitetura, à medicina entre outras ciências.

Imigração alemã no Brasil por décadas de 1824 a 1969Fonte: Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE)

Imigração Alemã
Décadas - Imigrantes
1824-1847 - 8,176 Imigrantes
1848-1872 -19.523 Imigrantes
1872-1879 - 14.325 Imigrantes
1880-1889 - 18.901 Imigrantes
1890-1899 - 17.084 Imigrantes
1900-1909 - 13.848 Imigrantes
1910-1919 - 25.902 Imigrantes
1920-1929 - 75.801 Imigrantes
1930-1939 - 27.497 Imigrantes
1940-1949 - 6.807 Imigrantes
1950-1959 - 16.643 Imigrantes
1960-1969 - 5.659 Imigrantes

Pesquisa: Airton Engster dos Santos
Referências: Revista Mundo Jovem 1991, Estrela 119 anos de Emancipação, IBGE e Museu Histórico Visconde de São Leopoldo.

Estrela-RS - Paróquias Santo Antônio e São Cristóvão

Bento XVI cria nova diocese no RS e nomeia seu primeiro bispo:

O papa Bento XVI anunciou no dia 2 de julho de 2008, a criação da diocese de Montenegro, no Estado do Rio Grande do Sul, desmembrada da Arquidiocese de Porto Alegre, e nomeou como seu primeiro bispo, dom Paulo Antônio De Conto, que atuava na diocese de Criciúma (SC).

A nova diocese será composta de 32 municípios, todos do Rio Grande do Sul. São eles: Alto Feliz, Barão, Bom Princípio, Bom Retiro do Sul, Brochier, Capela de Santana, Colinas, Estrela, Fazenda Vila Nova, Feliz, Harmonia, Linha Nova, Marata, Montenegro, Pareci Novo, Paverama, Poço das Antas, Portão, Roca Sales, Salvador do Sul, São José do Hortêncio, São José do Sul, São Pedro da Serra, São Sebastião do Caí, São Vendelino, Tabaí, Taquari, Teutônia, Triunfo, Tupandi, Vale Real e Westfália.

O bispo da nova diocese nasceu em 1942, na cidade de Encantado (RS), e foi ordenado bispo em 1991 para a diocese de São Luiz de Cáceres (MT) onde ficou até 1998, quando foi transferido para Criciúma.

No dia 6 de setembro, às 15h, acontece a missa solene de instalação oficial da Diocese de Montenegro. Será presidida pelo arcebispo de Porto Alegre, dom Dadeus Grings, que dará posse a dom Paulo Antônio De Conto como primeiro bispo. O evento ocorre na Igreja Matriz São João Batista, futura catedral, em Montenegro.

Além dos fiéis, o momento histórico deve ser acompanhado por bispos, padres, religiosos de todo Brasil. Será feita leitura das duas Bulas Papais, sendo a primeira, que cria a Diocese de Montenegro, e a segunda, que nomeia dom Paulo como seu primeiro bispo, que receberá o báculo (cajado de pastor) e será conduzido à Cadeira Episcopal.

As duas paróquias de Estrela, Santo Antônio São e Cristóvão fazem parte da nova diocese.

Pesquisa: Airton Engster dos Santos
Fonte: CNBB